sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Rendi-me!

Rendi-me! 

Mergulhei no desconhecido e despreocupei-me em entender o seu significado, mas viverei tentando ultrapassar qualquer entendimento. 

Darei ao desconhecimento e ao súbito da vida a oportunidade de me renovar, mesmo sem saber se terei um glorioso fim.

Atormentado com os constantes desafios e com os improvisos que me surgem, desfrutarei da liberdade alheia para decidir se estou à altura deles, ainda que a desistência teime em reinar.

Terei a ousadia de correr atrás dos meus sonhos, para que possa açambarcar o risonho futuro que herdei.

Está decidido!
Quero continuar a ser feliz!


terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Dádiva conquistada

No silêncio da noite e no alvoroço do dia estás comigo e de mim nunca te distancias. Ainda que de difícil acesso, cinges-te em mim, enroscas-te em mim e possuis-me de forma desigual. Desejo-te com toda a força da minha natureza e fazes-me derreter com toda a tua energia singular. Em ti me deleito e em ti busco tudo o que sempre sonhei: o teu regresso! Embora saiba quem sejas, desconheço a tua complexidade, a tua essência, a tua forma, os teus trejeitos, tudo o que te faz definir, mas sei que existes e que em mim habitas. Sonho contigo todos dias, dormindo ou acordado, e surges sempre na lembrança do desejo de te ter, para que a vontade de me abandonares nunca seja razão para o fazeres. És dádiva que conquistei com tanto suor e com tanta teimosia porque em nenhum momento quis desistir de ti. Ter-te é um direito que possuo e eu para contigo tenho o dever de te valorizar, agradecendo pelo teu regresso surpreendente, pois jamais prescindirei da tua eterna companhia! Confesso que tive saudades tuas e agora que me cativaste, a dúvida persiste em pairar no ar: vieste para ficar? Não me desiludas, felicidade minha!



segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Seu velhaco...

Ó seu velhaco… Chega-te aqui que te quero dizer umas quantas verdades…

Desiludiste-me e iludiste-me como nunca o fizeste: deste-me mais tristezas do que alegrias, fizeste-me chorar mais do que queria, destruíste os meus tão ansiados sonhos… Magoaste-me tanto! O meu coração ferido ficou com tanta crueldade… Porque foste tão duro e tão severo comigo? Só queria ter motivos bastantes para que o meu sorriso torcido reivindicasse o seu trono e que o meu olhar murchado voltasse a brilhar como uma estrela refulgente. Quando finalmente conseguia vê-los a brotar, maldades me davas a dobrar! Que tristeza…

Deixaste-me mais indiferente, mais frívolo, mais frio, mais distante, até nem me reconheço com tantos atos desumanos que em mim praticaste, marcas que jamais serão apagadas.

Foste tão injusto, foste tão malicioso, foste tão traiçoeiro! Pérfido e cruel é o que te faz definir e que faz sentir repulsa de ti… Não merecia! Apunhalaste-me quando menos esperei! Descredibilizaste-me! Fizeste-me desacreditar! Derrotaste-me! Fizeste-me sentir que perdi tudo e que as conquistas fossem inalcançáveis… Para quê, pergunto-te eu?

Quando te digo que te quero dizer umas quantas verdades, não é só para te dizer que magoado estou contigo, mas também para te agradecer pelos momentos únicos que me proporcionaste. Foram mais as derrotas do que as vitórias, mas a minha única vitória sobrepõe-se a todo o mal que me trouxeste! Valorizo-te porque finalmente fiquei tão feliz pelas mudanças que tu me ofereceste, significando um avanço na minha vida, uma ousadia que me foi concedida e da qual me servi… E eu que tanto temo o desconhecido!

Com elas amedrontado e assustado fiquei mas fizeram parte do meu crescimento enquanto petiz, aprendiz. Foi assim que descobri de que material sou feito e o que vou ser no futuro risonho que herdei.

Presenteaste-me com a vinda de pessoas, com sucesso profissional, com descobertas que me deixaram deslumbrado… Até fizeste com que a minha família ficasse maior, fizeste com que amizades virassem ouro… Aos meus olhos, fizeste magia!

Hoje, estou mais feliz do que nunca e como é bom sentir que essa felicidade me é tão merecida e que não me foi emprestada… O meu coração está tão cheio de alegria, está a arrebentar de emoção, a explodir de êxtase… Ainda estou incrédulo com o que de bom me deste! Estou-te eternamente agradecido!

Nunca me senti tão amado, nunca me senti tão desejado, nunca me senti tão especial, nunca me senti tão vivo! E tu, és o verdadeiro responsável por provocares todos esses sentimentos.
Despertaste em mim uma enorme vontade de mudar e o que tanto quero, é desabitar os meus hábitos e reinventar-me!

Tornaste-me diferente mas acho que me tornaste numa pessoa melhor depois de tanta iniquidade… Inicialmente foste mau, brusco, violento e julgo ter sido um grande passatempo para ti não foi? O quanto não te deves ter rido à minha pala com tanta agitação maléfica na minha vida… Mas depois, deves ter-te arrependido de tanto gozo e tanto proveito face à minha desgraça que colocaste as mãos à consciência por veres que não me era merecida tamanha perversão… Sim, porque ou és louco ou és perverso, só pode…

Ao teu novo irmão peço pouco, mas apenas que faça com que perdure tal felicidade… Que faça manter tamanho amor… Qua faça resguardar todo o tesouro que a mim me trouxe… Faz-lhe chegar a presente mensagem, por favor! Não te peço mais do que mereço, mas o que peço, é preservar e manter tudo o que de bom me deste! Ouve-me, escuta-me!


Obrigado!


quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Rimar com sinceridade


A tua súbita e repentina chegada
Presentou a minha existência
E como foi tão sonhada, tão fantasiada…
Que pontapeada foi a minha teimosa impaciência.

Cansado e fragilizado estava o meu coração
De tanta crueldade que lhe foi imposta
Desesperado e preso estava às amarras da solidão
Quando apareceste tu e foste resposta! 

Tornaste a minha essência fulgente
De alegria estou a arrebentar
A minha missão é preservar-te eternamente
Como é tão bom isso aceitar.

Rejuvenescido ficou o meu genuíno âmago 
Quando te tornaste detentor alegre do meu sorriso
No teu tão ternurento olhar divago
Porque só tu e eu vivemos nesse descomunal paraíso.

Rendido fiquei quando fui o escolhido
Para fazer parte de uma felicidade tão admirável
A Deus estou genuinamente agradecido
Pois pensava eu que tal era irrealizável.

De tanto êxtase me apetece gritar
Até que ensurdecidos fiquem os mais invejosos olhares
A nossa mágica amizade será espalhada pelo ar
Para que à noite atinja infinitos luares!




quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Kingdom

Ó rei do meu coração, és imperador da minha vida, governador do meu sorriso, soberano da minha felicidade! Dono do meu império, senhor dos meus sonhos, detentor das minhas fantasias! Majestoso nas atitudes, soberbo nas palavras e gracioso nas intenções, dás vida ao meu rosto dantes cansado e fazes iluminar o meu olhar outrora entristecido. Irradias o meu dia e do meu pensamento nunca te distancias. Rica alma possuis e afortunado me deixas com tanta vontade de me querer. Colorido deixas o meu tão genuíno âmago e aromatizado deixas a minha tão pura natureza! Engaiolado e preso às amarras da infelicidade estava e de rompante, com uma postura corajosa, puseste-te à frente dos teus cavaleiros, pronto para batalhares por mim! Libertaste-me, conquistaste-me! Trouxeste-me esperança e vontade de viver! Serves-te da tua sabedoria, força, riqueza e honra para a ausência de limites ser alcançada. Entendes as limitações do meu reino e nunca exerces o teu poder fora das suas fronteiras. Encantado e admirado fico com a tão ousada fanfarrice de minha majestade, pois trouxe o meu riso de volta, algo que em tempos, pensara ser impossível. Ainda que desconhecido seja o nosso futuro império, dúvidas não restam quanto à minha querença de ficar enlaçado a ti, meu rei. No trono do meu castelo desejo que permaneças para imperares com a tua tão merecida coroa.  



domingo, 21 de agosto de 2016

Sopro de memórias

Como apagar lembranças que me deixaram tão feliz outrora mas que agora ao recordá-las me deixam tão triste? Memórias tão contentes desejo que se dissipem para que eu possa avançar com a minha vida, mas nunca pensei que fosse tão árduo fazê-lo… Quero? Não, mas sei que é o que está certo! Certo? Dúvidas permanecem.
Imundo de recordações alegres está o meu arruinado coração mas nem sei por começar para o tornar despido de quaisquer sentimentos nefastos, outra vez. Sei que preciso de o limpar e de o arejar, mas ao que parece, de auxílio necessito.
Reminiscências querem-se abalar e desamparado me querem deixar com as minhas tão confidentes e impertinentes palavras que também me traem. Parece que tudo me quer fugir e doí tanto perder algo que para sempre declararei como perdido.
Foram tantas as peripécias que intensificaram e deram sentido à minha vida tão descomplicada e tão simples e, que agora, tendem a abandonar a minha mente tão revoltada para que consiga caminhar em direção do meu tão ansiado e incerto futuro.
Sou possuidor de tantas incandescentes emoções, tantas fúteis angústias, tantas mórbidas fantasias e tantas inúteis memórias que fico amedrontado por estarem tão enraizadas e intrínsecas à minha índole, pois só me fazem recuar. Mas o que eu quero é avançar, progredir e ninguém me explica como! Sozinho saberei.
Vocês taciturno me deixaram, levaram o encanto que possuía em tempos e levaram o melhor de mim. Apagaram a luz que tinha, extinguiram a chama ardente que havia em mim… Um ato severo para vincarem a sua posição e me deixarem abalado. 
Num pranto me desfaço como reflexo da minha impotência em aceitar a minha nova e tão desconhecida realidade, mas se para aniquilar o mal que tais lembranças provocam em mim tenho que chorar vezes sem conta, jorradas serão muitos lágrimas até que a felicidade seja atingida.


quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Verão

Deixaste-me mais sereno,
mais sorridente
até mais quente!

Deixaste-me mais belo,
mais bronzeado
até mais colorido!

Deixaste-me mais auspicioso,
mais sonhador
até mais arrebatador!  

Deixaste-me mais intenso,
mais afável
até mais admirável!

Deixaste-me mais luminoso,
mais cintilante
até mais resplandecente!

Deixaste-me mais destemido,
mais aventureiro

até mais caminheiro!

Deixaste-me mais homem,
mais amadurecido
até mais revigorado!

Deixaste-me mais ousado,
mais fresco,
até mais enigmático!

Deixaste-me mais doce,
mais curioso
até mais misterioso!    

Do meu nublado céu fizeste o meu maior sol!
Obrigado verão!



segunda-feira, 25 de julho de 2016

Decidi e está decido!

Decidi encerrar um ciclo, fechar uma porta e terminar um capítulo. Resolvi deixar no passado marcantes momentos que de forma súbita se transformaram em pó. Decidi deixar de ir à procura de razões que conduziram ao término de determinados acontecimentos e de viver sentimentos que outrora eram veementes. Resolvi deixar de estar parado, permitindo que a vida tome o seu rumo despreocupadamente. Decidi deixar de me sentir culpado e rancoroso com o que se foi embora e que não quer regressar. Resolvi deixar de estar agarrado aos dissabores, às perdas, às derrotas e ao sofrimento, ainda que seja legítimo não pontapeá-los. Decidi deixar de estar imerso na dor e deixar de condenar aquele que a provocou. Resolvi desfazer-me de lembranças vincadas, dando o consentimento para o aparecimento de outras que ocupem o lugar das olvidadas. Resolvi abraçar a minha novata realidade e aceitar as imperfeições do mundo. Decidi começar a substituir a raiva e o medo por algo que possa promover esperança. Resolvi deixar-te partir sem que a tua ausência assombre a minha natureza humana.



Decidi e está decido que doravante, deixarei de ser quem era para me transformar no que sou, custe o que custar!



sábado, 25 de junho de 2016

Intitulável


Quero seguir com a minha vida
Mas inconstante e mutável sou, vulnerável e desequilibrado estou.


Quero facilitar a minha caminhada
Mas tenso e rígido sou, salgado e azedo estou.


Quero sentir que sou capaz de mudar
Mas medroso e inquieto sou, frio e amargurado estou.


Quero abraçar fortemente o futuro
Mas impiedoso e cruel sou, desconfiado e apreensivo estou.


Quero gritar ao mundo o quanto sofro
Mas silencioso e irracional sou, inconsciente e ausente estou.


Quero sair das amarras da solidão
Mas vago e ambulante sou, desamparado e desprezado estou.


Quero certificar-me que tudo vai correr bem
Mas imprudente e errante sou, enganado e insano estou.


Quero apagar a angústia que trago no meu âmago
Mas melancólico e triste sou, introspetivo e inibido estou.


Quero que o meu sorriso volte a brilhar
Mas impaciente e ansioso sou, sufocado e preso estou.


Quero ser testemunho de uma realidade feliz
Mas sensível e fragilizado sou, enfraquecido e quebrado estou.


Quero ser o antagónico de mim mesmo
Mas desprotegido e desanimado sou, preso e quieto estou.


Doravante,
Conseguirei recomeçar?

Tentarei mas é tão difícil! Aguentar-me-ei? 


terça-feira, 14 de junho de 2016

FIM

Chegaste tu sorrateira, vagarosa e silenciosamente! Vieste e nem dei por ti! Por onde andaste que nem ao perto nem ao longe te vi? Porque decidiste aparecer agora? Porquê agora, pergunto-te eu… Em nenhum momento esperei por ti… Em nenhum momento te desejei… Fiz de ti prisioneiro a minha vida toda mas esqueci-me de ti! Cansaste-te? Agora assombras-me! Achas bem? O teu silêncio assusta-me e fazes com que a minha mente dê voltas sem fim em busca da razão da tua inesperada aparição. Fala comigo, peço-te, fala comigo, explica-me tudo! Anos de batalhas conquistadas, de sonhos realizados, de desejos concretizados e… Num ápice perco tudo? Ganhei tanto para tudo perder?

Justiça, agora chamo-te! Onde andas? Serve-te da tua imparcial parcialidade para vires ao meu encontro. Toda a gente te censura e critica porque para fazeres o bem, o mal tens que provocar! Auxilia-me e esbanja a tua sabedoria… Serve-te das tuas normas para sancionar quem em mim provocou danos. Não é esta a tua função? Também não me ouves, pois não?

Eu não pedi nada mais do que aquilo que merecia, não reclamei nada mais do que aquilo que me pertencia, não desejei nada mais do que aquilo que me era permitido desejar. Eu não pedi nada que não estivesse ao meu alcance e agora pregas-me uma partida dessas? Diz-me que é mentira e que não passa de um pesadelo demasiado sombrio, negro e medonho…

Como é que vou aprender a viver contigo? Não conheço outra realidade… Não conheço o mundo nem o que me espera. Conseguirei caminhar sozinho? Tenho tanto medo da solidão, de estar eternamente angustiado e triste… Dói tanto!

Estou cansado de tanto deambular pelo meu amarrotado coração! Estou cansado de vaguear pela minha enegrecida mente! Estou cansado de andar nesse labirinto sem fim em busca de respostas, certezas.

Tantas foram as delícias que me proporcionaste e agora só me trazes sofrimento, mas ao tomar consciência que na vida tudo é assim, é que poderei seguir em frente, sozinho.

Agora sei que tudo, do nada, acaba tal como começou. Uma pálida e estranha sombra paira sobre mim como sinal de que o seu tempo já foi e de que é hora de seguir em frente para começar tudo de novo. Serei eu capaz? Venceste-me agora e eu deixei… Mas espero que um dia seja eu a vencer-te, servindo-me da coerção que a justiça me irá emprestar.


Ó fim, acabaste comigo!






sábado, 14 de maio de 2016

Tento!

Tento ir à procura da felicidade para provar a sua existência.

Tento assumir um compromisso com o meu sorriso para me tornar numa pessoa feliz.

Tento ser honesto com o meu coração para aprender a gostar mais de mim.

Tento parar de me esforçar em não errar para que possa subir calmamente os degraus da minha evolução.

Tento valorizar a minha essência para começar a cuidar do outrem.

Tento ser fiel ao meu retrato íntimo para poder abraçar a beleza que possuo.

Tento parar de pensar no que não fiz para fazer o que mais quero num futuro próximo.

Tento conquistar a minha determinação para alcançar os maiores feitos que a vida tem reservado para mim.

Tento aventurar-me para que o sucesso seja conquistado.

Tento desafiar os meus medos para ir ao encontro dos meus sonhos.

Tento torcer pelas minhas vitórias para garantir que o sucesso me acompanhe.


Tento e tentarei tudo para que o nada se apodere de mim.



domingo, 1 de maio de 2016

Ó coração...

Ó maldoso coração...
Enganaste-me
Mentiste-me
Despedaçaste-me!

Ó perverso coração...
Desafiaste-me
Desiludiste-me
Fragilizaste-me!

Ó falacioso coração...
Atraiçoaste-me
Desencorajaste-me
Partiste-me!

Ó incompetente coração...
Enlouqueceste-me
Enervaste-me
Enraiveceste-me!

Ó desleal coração...
Atropelaste-me
Entristeceste-me
Destruíste-me!

Ó endiabrado coração...
Cicatrizaste-me
Costuraste-me
Torturaste-me! 

Ó frustrado coração...
Amedrontaste-me
Feriste-me
Amarguraste-me!


Porque não és tu substituível?
Porque não és tu estável?
Porque não és tu certo?
Porquê?



quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Quem és?

Lentamente vens e apressadamente vais!
Ansiado és e contigo esperança trazes!
Reflexão permites, a pacificação festejas!
Anunciada é a tua chegada, vincado é o teu brilho!
A magia define-te e a harmonia procuras!
A distância olvidas e proximidade é o teu desejo!
Calas o silêncio, abraças-te ao diálogo!
Presenteias cada ser, gratidão reconheces!
Arcaico és, revigorado pareces!
O teu mote é tradição e companheirismo é o teu lema!  
Compareces perfumado, o teu aroma deixas no ar!
Esquecida por vezes é a tua essência, lembrada é a sua razão!
Encantado és e místico permaneces!
Melodicamente és celebrado, glorioso perduras!


Quem és?


quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Alcances

Desde os meus primórdios que a vida me tem desafiado, testando a minha impaciente alma, confrontando-a com as minhas tantas incertezas, inseguranças e fraquezas. Sempre ignorei o meu forte poder de ultrapassar obstáculos, barreiras, impedimentos, incutindo em mim mesmo a sensação de que sou incapaz de derrotar as minhas próprias limitações. Sempre optei por percorrer os caminhos que me faziam desviar dos cruzamentos que me impunham medo, pensado que assim se tornava mais fácil o meu percurso. Ontem fiz uma real análise do que tinha feito para alcançar os meus objetivos, para realizar os meus sonhos e cheguei à conclusão de que teria que continuar a aprimorar o que tenho vindo a fazer pois descobri que lentamente, tenho vindo a conquistar o que sempre almejei. Aquelas dificuldades que me pareciam tão inalcançáveis permitem-me hoje, sentir que sou merecedor, um campeão capaz de ter o que quer ou de ser aquilo que mais sonha. Acredito que todos os obstáculos que se deparam na nossa vida estão cobertos de uma vigorosa oportunidade para tentarmos aperfeiçoar a nossa condição espiritual.


quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Changing

Sinto uma estranheza bastante bizarra por sentir que hoje estou muito contente por ter estado triste e que esse sentimento fez de mim um ser contente.

Perante tantas adversidades e contradições, deixei que acontecimentos taciturnos e peripécias melancólicas moldassem toda a minha índole e na maioria das vezes, descartei constantemente a hipótese de tentar e querer mudar, porque pensei que ao fazê-lo, estaria necessariamente a perder.

A impossibilidade de determinadas circunstâncias fez-me ambicioná-las ardentemente, porque a perda acaba por nos fazer com que valorizemos aquilo que não temos.

Este desejo de mudar reacendeu paixões adormecidas, despertou o gosto pelo inexplorado, pelo arriscado, pelo inexperimentado mas fiquei amedrontado, violentamente assustado.

A minha vida pediu gentilmente que eu mudasse, que os meus sonhos se alterassem, que as minhas convicções se modificassem e na tentativa de o fazer, quis continuar a ser fiel ao desenho de mim mesmo.

Preso às amarras da infelicidade e cansado de tanta resistência, finalmente aniquilei as forças internas que me impediam de mudar sem pestanejar. Parei de esperar pela felicidade sem esforços e deixei de exigir do outrem aquilo que muitas vezes nem eu conseguia conquistar.

Sinto-me honradamente orgulhoso por ter trabalhado arduamente para a construção da minha felicidade que outrora julgava perdida, para que possa reinar sem pudor.

A essência de toda esta vontade de mudar manifestou-se vincadamente e tornou-se numa grandiosa e maravilhosa revelação para mim próprio.

Jamais temerei as contrariedades da vida, pois a minha robusta e renovada alma impedirá qualquer desejo, qualquer querença, qualquer tenção que tenha como primordial objetivo fazê-lo.


terça-feira, 29 de julho de 2014

Completamente incompleto

Onde foste parar, metade do meu todo? Metade foi, metade ficou e o todo divido ficou… Sou um feito de dois? Onde foi um, onde foi o outro? Repartido fiquei, fragmentado estou… Levaste-me inteiro mas parte ficou, parcialmente fiquei, totalmente estou… Sou apenas singular? 



quarta-feira, 23 de julho de 2014

Summer


És ouro, és fogo e ardes em mil sóis.
És luminoso, és bronzeador e aqueces qualquer sorriso.
És brilhante, és pitoresco e anuncias sempre a tua chegada.
És quente, és apaixonante e derretes qualquer gélida vontade.
És fascinante, és encantador e roubas todas as atenções.
És desavergonhado, és escaldante e fazes despir qualquer corpo.
És perfumado, és doce e satisfazes todos os anseios.

És fugaz, és apressado e desmaias qualquer brisa.

És glamoroso, és galante e tresandas a sensualidade.

És manhoso, és ousado e transformas tudo o que te circunda.

És assertivo, és convincente e persuades qualquer desejo.

 
 

terça-feira, 29 de abril de 2014

Diluído sobre os quatros elementos

Sou grandiosamente colossal, um relâmpago nas tenções abstratas e abrasamento incapaz de se abolir, uma chama ardente que jamais o vento consegue ora apagar ora estimular.

Sou como rumos extensos e perduráveis, feito de afeições adjacentes com diversas capacidades de sobrevivência. Sou o mapa das estradas desconhecidas, conhecedor de caminhos nunca antes passeados.

O universo é o meu areal, desmedido nas paixões e deleitoso no amor que se dilui nas ondas que se desfazem nas falésias. Sou sereno e terno, aquele que é a favor da subsistência do indefinido.

Sou uma ameaça para o enfado, um eterno passageiro que o que mais aprova nas suas viagens é a emoção das partidas, o seu trajeto e não o propósito.


Sou transparente, sou a expansão e a flexibilidade em forma de ar, aquele que sopra calmamente capaz de arrepiar qualquer superfície humana, aquele que é inconstante e inesperado, sou uma aragem e um vendaval.



quinta-feira, 3 de abril de 2014

Felicidade minha

Chegas mesmo sem chegares
Apareces mesmo sem apareceres.
Surges no sossego da noite,
No alvoroço do dia,
No súbito das horas.

Admiro-te à distância
És algo que se recusa a ser engaiolado.
Vejo-te desprendida, libertina, feroz
Atinges vagarosas mas tão rápidas velocidades
E a tua graciosidade é uma singela forma de te ter.

Enroscas-te nos pingos chuva
Que fazem purificar até as almas mais negras.
Por vezes cais e fazes magoar
Para acordares o que estava adormecido
Para te cingires na minha índole.

Não te consigo definir,
Não te consigo chamar.
Não tens nome, nem tens designação.
Surpreendes e fazes surpreender
E em pouco dizes tudo.


sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Dia 14 de fevereiro

Hoje é dia…

Hoje é dia 14 de fevereiro de 2014…

Hoje é dia 14 de fevereiro de 2014 e este é o dia dos loucos amantes, dos desmedidos apaixonados, dos eternos enamorados.

Hoje é dia 14 de fevereiro de 2014 e este é o dia dos amargurados solteiros, dos tristes solitários, dos desesperados seres.

Hoje é dia 14 de fevereiro de 2014 e este é o dia dos singelos amores, das vincadas paixões, dos marcantes enlaces.

Hoje é dia 14 de fevereiro de 2014 e este é o dia das calorosas palavras, das vivazes aragens, das límpidas celebrações.

Hoje é dia 14 de fevereiro de 2014 e este é o dia…

Hoje é dia 14 de fevereiro de 2014…

Hoje é dia…


Hoje é simplesmente mais um dia em que tentarei presentear a nossa singular, ímpar e inigualável união com momentos, gestos, palavras que nunca serão esquecidos!


quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Mediocridade humana

Deambulando num universo em que a simplicidade é a mais condenada, em que a autenticidade é a mais invejada, em que o miserável é o mais dependente e em que a moral é a mais nefasta, consegue-se absorver um odor que transporta insensibilidade e mediocridade. Repleto de falsa modéstia e de vazias ações, o ser contemporâneo, desprovido de sensatez, tende a saber menos do que pensa e tende a errar mais do que calcula. Ele permanece pouco neste universo e nem se apercebe que tem pouco tempo de deixar de ser precoce, impetuoso, insignificante, invejoso. Não tem tempo para testemunhar determinados acontecimentos, não tem tempo para presenciar certos feitos e apenas sofre, inveja e, erra o insuficiente para aprender. A inveja provém do ser que ambiciona a felicidade alheia, as virtudes insaciáveis, nutrindo um sentimento tão perverso que nem tem tempo para se aperceber que é tão triste carregar tamanha repugnância, tamanha melancolia, tamanha dor. Tentando encontrar um responsável para acarretar com as consequências das suas errantes ações, tentando engaiolar o progresso e o sucesso do outrem para que se possa engrandecer, tentando encobrir a frustração que sente para que os seus heróis não o impeçam de caminhar, tentando desejar o fracasso dos mais frágeis, jamais encontrará a verdadeira essência de um ser genuíno, puro e autêntico.


terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Recém-nascido

Entre as cortinas desse ano tão acarretado e apetrechado de dissemelhantes acontecimentos, entrevejo a anunciação fresca do seu irmão mais novo, pronto para começar a descortinar uma renovada aventura. Infiltrar-se-á sem permissão e debruçar-se-á na estranheza do seu desconhecido objectivo, nunca podendo apelar ao auxílio do seu ilustre mestre, pois quem tem que subir ao trono e reinar é ele, o novo e inocente ano. Seguirá, certamente, as pegadas do seu irmão mas terá que desenhar outras, mesmo que recorra à analogia do mesmo, desinibindo-se e despindo-se de medos e temores pois ninguém o censurará. Ingénuo e amedrontado, inexperiente e aprendiz, desejoso de anseio, tentará ressalvar os bons e os maus feitos que o seu envelhecido irmão lhe cedeu, fazendo com que ambas as contrariedades se convertam em memórias infinitas, diluindo-se, então, numa navegação de aprendizagem, cheia de malas e bagagens. Quando ele nascer, quando ele desabrochar e souber que todos dependem dele, com tamanha responsabilidade, mergulhará nos desejos da humanidade universal e decerto que encontrará o meu: pontapear choros tristes e acautelar risos contentes, vincando a alegria de poder viver despreocupadamente, sendo feliz infinitamente.


quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Acalentado gesto

Enlaço-me às lágrimas do gracioso pranto e dele solta-se fantasias tão cheias de pecados. Os seus ténues e delicados pingos fazem palpitar o meu desalentado coração mas um lúgubre arrepio cinge-se ao meu rosto frio e murmura atrozes sensações. Impede-me de caminhar livremente rumo aos meus arrefecidos sonhos, fazendo com que caminhe sem calcar o chão, sem deixar pegadas. Solta-se um silêncio embebido numa muda realidade e grita dentro de mim, vozeia por um regresso, um reencontro, um entendimento… Por um gesto que seque tão humedecido rosto!





Adeus!

Um adeus aos relatos do meu mau pensar... Até um dia!

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Angustiado olhar

Fragmentos de água límpida jorram do meu melancólico e amargurado olhar, com sonhos e fantasias mergulhados num pranto cristalino e sossegado que se fazem vincar numa noite tão desamparada.

Olhar desgostoso e afadigado de quem tanto já sofreu, testemunha um acontecimento que morreu mesmo antes de ter nascido, pois já viveu mais de mil tormentos de forma tão serena e muda.

Sentimentos de angústia voltaram a rebentar e estão determinados a serem embalados nos braços fortes de uma reminiscência, sem que estes tropecem nos vazios pedaços que o coração emite.

Oh sonhos voltem, deixem-me sorrir e limpem essas lágrimas porque esse olhar vive morrendo e eu… Morro, vivendo em vós!



quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Arte singela de amar

Tento fazer do amor um feito aquém de qualquer analogia e sei que é tão árduo fazê-lo. Nunca ninguém teve a ousadia de me descrever o quão difícil é estar preparado para começar a procurá-lo mas quando parei mesmo antes de começar, ele veio ao meu encontro. Mas o quanto tropecei na arduidade de o encontrar. Nunca teorizei sobre a natureza complexa do amor, apenas segui o destino dos meus sentimentos, dos meus anseios, outrora. Cantando desafinadamente encontrei a melodia certa que se encaixa perfeitamente no meu coração e agora deixo que toda a minha expressão se deleite na guitarra da nossa tão conhecida canção. Manifesto-me hodiernamente sem nunca me preocupar com a sua concreta definição mas sim com a forma que lhe posso dar. Tentarei cuidar dele com as minhas mãos jardineiras, cuidando da voz que o testemunha vincadamente. Amo-me o suficiente para poder dizer que amo outra pessoa e apenas quero presentear-lhe com uma única verdade que não carece de demonstrações testemunhais, de presenças exigidas, apenas espero que se amplie com as ausências significativas. AMO-TE!


quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Um ano

Um ano…

Um ano se passou…

Um ano se passou de forma tão…

Um ano se passou de forma tão peculiar que de um modo tão autónomo se incutiu no nosso pestanejar tão evidente.

Um ano se passou de forma tão singular que de um modo tão autêntico se enclausurou nas nossas índoles tão genuínas.

Um ano se passou de forma tão vincada que de um modo tão real se embebeu nos nossos corpos tão contíguos.

Um ano se passou de forma tão histórica que de um modo tão delicado se apoderou das nossas mentes tão oscilantes.

Um ano se passou de forma tão singela que de um modo tão contente se deliciou nos nossos risos tão sinceros.

Um ano se passou de forma tão memorável que de um modo tão inolvidável se deleitou no nosso olhar tão terno.

Um ano se passou de forma tão presente que de um modo tão meigo se absorveu no nosso futuro tão ansiado.

Um ano se passou de forma tão incansável que de um modo tão puro se diluiu nos nossos braços tão enlaçados.

Um ano…

Dois anos…

Três anos…

Uma pluralidade de anos!




sábado, 2 de outubro de 2010

Questionada perfeição

Num desfilar de acontecimentos desiguais que estão debruçados numa passadeira rolante, observo todo o movimento que se faz cingir a uma biografia pictórica e conjuntamente vital.
Acontecimentos peculiares que se enlaçam à nossa memória tão sábia fazem parte da nossa biografia que, se traduzindo num vínculo autêntico, acarreta consigo todo o nosso historial, aquele que nos faz embeber numa nascente tão límpida, tão cristalina, tão translúcida.
Nela consigo avistar todos os nossos desejos mergulhados de forma tão verídica, como reflexo dos nossos inquietantes anseios e simultaneamente consigo avistar as nossas imagens contíguas nesta água que se faz encher de felicidade fantasiada.
A felicidade delicia-se nos nossos rostos tão joviais que, cobertos de tão puras prosperidades, encantados ficam com o vacilante futuro que se faz avizinhar.
O requinte da nossa singularidade é tangível, é palpável, aquém de qualquer iniquidade e o primor da sua estrutura tão fortemente inacessível, alastra-se numa vaidade contagiante a todos os amantes.
Estaremos perto da perfeição?





domingo, 1 de agosto de 2010

Fotografia

Quando olho para aquela fotografia, aquela que provém de uma eventualidade tão certa e tão majestosa, o meu olhar solta sorrisos maravilhados e encantados.

Quando olho para aquela fotografia, aquela que testemunha um passado tão presente, a minha mente fica rendida à voz da saudade.

Quando olho para aquela fotografia, aquela que presencia um gesto tão terno e tão lúcido, as minhas mãos esguias percorrem todo aquele cenário verídico.

Quando olho para aquela fotografia, aquela que emana os aromas de um tão harmonioso acontecimento, o meu nariz inala toda aquela fusão de cheiros tão realmente lembrados.

Quando olho para aquela fotografia, aquela que reproduz um cenário tão inolvidável, os meus lábios saboreiam aquele toque tão fortemente ténue.

Quando olho para aquela fotografia, aquela que acarreta uma visão tão muda mas tão percebida, os meus ouvidos debruçam-se naquele silêncio tão ouvido, tão admirável.


terça-feira, 25 de maio de 2010

Sinto... Tenho...

Sinto vergonha de mim por ter sido derrotado pelas virtudes dos meus vícios e pela ausência da sensatez no julgamento da verdade.

Tenho vergonha de mim por ter sido negligente nos caminhos eivados até ao desrespeito para com outrem.

Sinto vergonha de mim pela apatia em ouvir, sem despejar o meu verbo preferido as vezes que sempre desejei.

Tenho vergonha de mim pelas tantas desculpas pronunciadas pelo meu orgulho e minha vaidade.

Sinto vergonha de mim por ter tanta falta de humildade para autenticar um engano cometido por mim.

Tenho vergonha de mim por conter tanta teimosia em esquecer a antiga posição de quem sempre contestava.

Sinto vergonha de mim por patentear uma impotência envolta de uma grande dissimulação, da inexistência de energia, das minhas deceções e do meu cansaço arcaico.

Tenho vergonha de mim por ter enrolado a minha mente na pecaminosa mágoa de pensamentos alheios.

Sinto vergonha de mim por ter triunfado, mesmo sem prosperar a injúria, de deixar crescer a iniquidade dentro de mim.

Tenho vergonha de mim por pensar que foi tão árduo agigantar-me ao longo dos anos, e numa simples noite, foi tão fácil tornar-me tão diminuto.





segunda-feira, 26 de abril de 2010

Percorrendo um sonho

Na minha amargurada vida germinou uma semente de amor regada por um toque afável de uma brisa enérgica, mudando o sentimento fatigante de uma alma que sofria lentamente.
Um amor que floreou uma paixão em galhos e cachos de flores pitorescos, encantou o nosso olhar primaveril, eloquente.
É sempre tempo de flores mas mesmo que as mudanças e os efeitos das novas estações possam fazer esvoaçar as pétalas que as fazem complementar, elas irão pousar nas pegadas que deixamos ao longo da existência desse nosso olhar, desse nosso amor.
O tempo transformou a inocência dos nossos inseguros passos numa experiente jornada incapaz de romper os nossos sonhos contíguos e juntos flutuamos numa realidade que dá cor ao nosso enlace.
Olho-te e busco em ti a mesma doçura com que me olharas outrora, pois é nos teus olhos que encontro todo o nosso pretérito presente, querendo abundar-se pelo futuro.
Quando o nosso olhar se toca, vemo-nos límpidos e genuínos, ainda que algumas peripécias possam ofuscar o brilho da nossa natureza poderosa.
A chama que outrora queimava ainda permanece acesa e o que ela precisa para impedir de se abolir é a harmonia que teima em querer fazer parte da nossa vida, vivificando o nosso viver.



quinta-feira, 4 de março de 2010

Que primoroso retrato

Nas minhas mãos guardo o riso do teu olhar que, mesmo silencioso e sereno de tanta admiração, fala-me com tão sábias palavras, repletas de firmeza e exactidão.
Na minha mente acautelo a alegria da tua expressão que, mesmo plácida e hirta de tanta actuação, estremece-me com tão ousados gestos, cheios de amparo e acolhimento.
No meu sorriso abrigo o contentamento das tuas palavras que, mesmo poucas e diminutas de tanta comunicação, engrandecem-me com tão avultados sentimentos, apinhados de ternura e ardor.
No meu olhar acarreto a alegria da tua sabedoria que, mesmo cansada e afadigada de tanta assimilação, ensina-me com tão meigos discursos, recheados de paciência e tolerância.
No meu peito trago o júbilo do teu amor que, mesmo ferido e frágil de tanto engano, apaixona-me com tão assíduas presenças, atulhadas de verdade e clareza.
As minhas mãos, a minha mente, o meu sorriso, o meu olhar e o meu peito, são guardiões de uma pluralidade que se assemelha à perfeição mas, duas índoles embebidas numa singularidade apaixonante, voluptuosa fica essa paixão tão autêntica.