Enlaço-me às lágrimas do gracioso pranto e dele solta-se fantasias tão cheias de pecados. Os seus ténues e delicados pingos fazem palpitar o meu desalentado coração mas um lúgubre arrepio cinge-se ao meu rosto frio e murmura atrozes sensações. Impede-me de caminhar livremente rumo aos meus arrefecidos sonhos, fazendo com que caminhe sem calcar o chão, sem deixar pegadas. Solta-se um silêncio embebido numa muda realidade e grita dentro de mim, vozeia por um regresso, um reencontro, um entendimento… Por um gesto que seque tão humedecido rosto!
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
Angustiado olhar
Fragmentos de água límpida jorram do meu melancólico e amargurado olhar, com sonhos e fantasias mergulhados num pranto cristalino e sossegado que se fazem vincar numa noite tão desamparada.
Olhar desgostoso e afadigado de quem tanto já sofreu, testemunha um acontecimento que morreu mesmo antes de ter nascido, pois já viveu mais de mil tormentos de forma tão serena e muda.
Sentimentos de angústia voltaram a rebentar e estão determinados a serem embalados nos braços fortes de uma reminiscência, sem que estes tropecem nos vazios pedaços que o coração emite.
Oh sonhos voltem, deixem-me sorrir e limpem essas lágrimas porque esse olhar vive morrendo e eu… Morro, vivendo em vós!
Olhar desgostoso e afadigado de quem tanto já sofreu, testemunha um acontecimento que morreu mesmo antes de ter nascido, pois já viveu mais de mil tormentos de forma tão serena e muda.
Sentimentos de angústia voltaram a rebentar e estão determinados a serem embalados nos braços fortes de uma reminiscência, sem que estes tropecem nos vazios pedaços que o coração emite.
Oh sonhos voltem, deixem-me sorrir e limpem essas lágrimas porque esse olhar vive morrendo e eu… Morro, vivendo em vós!
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
Arte singela de amar
Tento fazer do amor um feito aquém de qualquer analogia e sei que é tão árduo fazê-lo. Nunca ninguém teve a ousadia de me descrever o quão difícil é estar preparado para começar a procurá-lo mas quando parei mesmo antes de começar, ele veio ao meu encontro. Mas o quanto tropecei na arduidade de o encontrar. Nunca teorizei sobre a natureza complexa do amor, apenas segui o destino dos meus sentimentos, dos meus anseios, outrora. Cantando desafinadamente encontrei a melodia certa que se encaixa perfeitamente no meu coração e agora deixo que toda a minha expressão se deleite na guitarra da nossa tão conhecida canção. Manifesto-me hodiernamente sem nunca me preocupar com a sua concreta definição mas sim com a forma que lhe posso dar. Tentarei cuidar dele com as minhas mãos jardineiras, cuidando da voz que o testemunha vincadamente. Amo-me o suficiente para poder dizer que amo outra pessoa e apenas quero presentear-lhe com uma única verdade que não carece de demonstrações testemunhais, de presenças exigidas, apenas espero que se amplie com as ausências significativas. AMO-TE!
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
Um ano
Um ano…
Um ano se passou…
Um ano se passou de forma tão…
Um ano se passou de forma tão peculiar que de um modo tão autónomo se incutiu no nosso pestanejar tão evidente.
Um ano se passou de forma tão singular que de um modo tão autêntico se enclausurou nas nossas índoles tão genuínas.
Um ano se passou de forma tão vincada que de um modo tão real se embebeu nos nossos corpos tão contíguos.
Um ano se passou de forma tão histórica que de um modo tão delicado se apoderou das nossas mentes tão oscilantes.
Um ano se passou de forma tão singela que de um modo tão contente se deliciou nos nossos risos tão sinceros.
Um ano se passou de forma tão memorável que de um modo tão inolvidável se deleitou no nosso olhar tão terno.
Um ano se passou de forma tão presente que de um modo tão meigo se absorveu no nosso futuro tão ansiado.
Um ano se passou de forma tão incansável que de um modo tão puro se diluiu nos nossos braços tão enlaçados.
Um ano…
Dois anos…
Três anos…
Uma pluralidade de anos!
sábado, 2 de outubro de 2010
Questionada perfeição
Num desfilar de acontecimentos desiguais que estão debruçados numa passadeira rolante, observo todo o movimento que se faz cingir a uma biografia pictórica e conjuntamente vital.
Acontecimentos peculiares que se enlaçam à nossa memória tão sábia fazem parte da nossa biografia que, se traduzindo num vínculo autêntico, acarreta consigo todo o nosso historial, aquele que nos faz embeber numa nascente tão límpida, tão cristalina, tão translúcida.
Nela consigo avistar todos os nossos desejos mergulhados de forma tão verídica, como reflexo dos nossos inquietantes anseios e simultaneamente consigo avistar as nossas imagens contíguas nesta água que se faz encher de felicidade fantasiada.
A felicidade delicia-se nos nossos rostos tão joviais que, cobertos de tão puras prosperidades, encantados ficam com o vacilante futuro que se faz avizinhar.
O requinte da nossa singularidade é tangível, é palpável, aquém de qualquer iniquidade e o primor da sua estrutura tão fortemente inacessível, alastra-se numa vaidade contagiante a todos os amantes.
Estaremos perto da perfeição?
Acontecimentos peculiares que se enlaçam à nossa memória tão sábia fazem parte da nossa biografia que, se traduzindo num vínculo autêntico, acarreta consigo todo o nosso historial, aquele que nos faz embeber numa nascente tão límpida, tão cristalina, tão translúcida.
Nela consigo avistar todos os nossos desejos mergulhados de forma tão verídica, como reflexo dos nossos inquietantes anseios e simultaneamente consigo avistar as nossas imagens contíguas nesta água que se faz encher de felicidade fantasiada.
A felicidade delicia-se nos nossos rostos tão joviais que, cobertos de tão puras prosperidades, encantados ficam com o vacilante futuro que se faz avizinhar.
O requinte da nossa singularidade é tangível, é palpável, aquém de qualquer iniquidade e o primor da sua estrutura tão fortemente inacessível, alastra-se numa vaidade contagiante a todos os amantes.
Estaremos perto da perfeição?
domingo, 1 de agosto de 2010
Fotografia
Quando olho para aquela fotografia, aquela que provém de uma eventualidade tão certa e tão majestosa, o meu olhar solta sorrisos maravilhados e encantados.
Quando olho para aquela fotografia, aquela que testemunha um passado tão presente, a minha mente fica rendida à voz da saudade.
Quando olho para aquela fotografia, aquela que presencia um gesto tão terno e tão lúcido, as minhas mãos esguias percorrem todo aquele cenário verídico.
Quando olho para aquela fotografia, aquela que emana os aromas de um tão harmonioso acontecimento, o meu nariz inala toda aquela fusão de cheiros tão realmente lembrados.
Quando olho para aquela fotografia, aquela que reproduz um cenário tão inolvidável, os meus lábios saboreiam aquele toque tão fortemente ténue.
Quando olho para aquela fotografia, aquela que acarreta uma visão tão muda mas tão percebida, os meus ouvidos debruçam-se naquele silêncio tão ouvido, tão admirável.
Quando olho para aquela fotografia, aquela que testemunha um passado tão presente, a minha mente fica rendida à voz da saudade.
Quando olho para aquela fotografia, aquela que presencia um gesto tão terno e tão lúcido, as minhas mãos esguias percorrem todo aquele cenário verídico.
Quando olho para aquela fotografia, aquela que emana os aromas de um tão harmonioso acontecimento, o meu nariz inala toda aquela fusão de cheiros tão realmente lembrados.
Quando olho para aquela fotografia, aquela que reproduz um cenário tão inolvidável, os meus lábios saboreiam aquele toque tão fortemente ténue.
Quando olho para aquela fotografia, aquela que acarreta uma visão tão muda mas tão percebida, os meus ouvidos debruçam-se naquele silêncio tão ouvido, tão admirável.
terça-feira, 25 de maio de 2010
Sinto... Tenho...
Sinto vergonha de mim por ter sido derrotado pelas virtudes dos meus vícios e pela ausência da sensatez no julgamento da verdade.
Tenho vergonha de mim por ter sido negligente nos caminhos eivados até ao desrespeito para com outrem.
Sinto vergonha de mim pela apatia em ouvir, sem despejar o meu verbo preferido as vezes que sempre desejei.
Tenho vergonha de mim pelas tantas desculpas pronunciadas pelo meu orgulho e minha vaidade.
Sinto vergonha de mim por ter tanta falta de humildade para autenticar um engano cometido por mim.
Tenho vergonha de mim por conter tanta teimosia em esquecer a antiga posição de quem sempre contestava.
Sinto vergonha de mim por patentear uma impotência envolta de uma grande dissimulação, da inexistência de energia, das minhas deceções e do meu cansaço arcaico.
Tenho vergonha de mim por ter enrolado a minha mente na pecaminosa mágoa de pensamentos alheios.
Sinto vergonha de mim por ter triunfado, mesmo sem prosperar a injúria, de deixar crescer a iniquidade dentro de mim.
Tenho vergonha de mim por pensar que foi tão árduo agigantar-me ao longo dos anos, e numa simples noite, foi tão fácil tornar-me tão diminuto.
Tenho vergonha de mim por ter sido negligente nos caminhos eivados até ao desrespeito para com outrem.
Sinto vergonha de mim pela apatia em ouvir, sem despejar o meu verbo preferido as vezes que sempre desejei.
Tenho vergonha de mim pelas tantas desculpas pronunciadas pelo meu orgulho e minha vaidade.
Sinto vergonha de mim por ter tanta falta de humildade para autenticar um engano cometido por mim.
Tenho vergonha de mim por conter tanta teimosia em esquecer a antiga posição de quem sempre contestava.
Sinto vergonha de mim por patentear uma impotência envolta de uma grande dissimulação, da inexistência de energia, das minhas deceções e do meu cansaço arcaico.
Tenho vergonha de mim por ter enrolado a minha mente na pecaminosa mágoa de pensamentos alheios.
Sinto vergonha de mim por ter triunfado, mesmo sem prosperar a injúria, de deixar crescer a iniquidade dentro de mim.
Tenho vergonha de mim por pensar que foi tão árduo agigantar-me ao longo dos anos, e numa simples noite, foi tão fácil tornar-me tão diminuto.
segunda-feira, 26 de abril de 2010
Percorrendo um sonho
Na minha amargurada vida germinou uma semente de amor regada por um toque afável de uma brisa enérgica, mudando o sentimento fatigante de uma alma que sofria lentamente.
Um amor que floreou uma paixão em galhos e cachos de flores pitorescos, encantou o nosso olhar primaveril, eloquente.
É sempre tempo de flores mas mesmo que as mudanças e os efeitos das novas estações possam fazer esvoaçar as pétalas que as fazem complementar, elas irão pousar nas pegadas que deixamos ao longo da existência desse nosso olhar, desse nosso amor.
O tempo transformou a inocência dos nossos inseguros passos numa experiente jornada incapaz de romper os nossos sonhos contíguos e juntos flutuamos numa realidade que dá cor ao nosso enlace.
Olho-te e busco em ti a mesma doçura com que me olharas outrora, pois é nos teus olhos que encontro todo o nosso pretérito presente, querendo abundar-se pelo futuro.
Quando o nosso olhar se toca, vemo-nos límpidos e genuínos, ainda que algumas peripécias possam ofuscar o brilho da nossa natureza poderosa.
A chama que outrora queimava ainda permanece acesa e o que ela precisa para impedir de se abolir é a harmonia que teima em querer fazer parte da nossa vida, vivificando o nosso viver.
Um amor que floreou uma paixão em galhos e cachos de flores pitorescos, encantou o nosso olhar primaveril, eloquente.
É sempre tempo de flores mas mesmo que as mudanças e os efeitos das novas estações possam fazer esvoaçar as pétalas que as fazem complementar, elas irão pousar nas pegadas que deixamos ao longo da existência desse nosso olhar, desse nosso amor.
O tempo transformou a inocência dos nossos inseguros passos numa experiente jornada incapaz de romper os nossos sonhos contíguos e juntos flutuamos numa realidade que dá cor ao nosso enlace.
Olho-te e busco em ti a mesma doçura com que me olharas outrora, pois é nos teus olhos que encontro todo o nosso pretérito presente, querendo abundar-se pelo futuro.
Quando o nosso olhar se toca, vemo-nos límpidos e genuínos, ainda que algumas peripécias possam ofuscar o brilho da nossa natureza poderosa.
A chama que outrora queimava ainda permanece acesa e o que ela precisa para impedir de se abolir é a harmonia que teima em querer fazer parte da nossa vida, vivificando o nosso viver.
quinta-feira, 4 de março de 2010
Que primoroso retrato
Nas minhas mãos guardo o riso do teu olhar que, mesmo silencioso e sereno de tanta admiração, fala-me com tão sábias palavras, repletas de firmeza e exactidão.
Na minha mente acautelo a alegria da tua expressão que, mesmo plácida e hirta de tanta actuação, estremece-me com tão ousados gestos, cheios de amparo e acolhimento.
No meu sorriso abrigo o contentamento das tuas palavras que, mesmo poucas e diminutas de tanta comunicação, engrandecem-me com tão avultados sentimentos, apinhados de ternura e ardor.
No meu olhar acarreto a alegria da tua sabedoria que, mesmo cansada e afadigada de tanta assimilação, ensina-me com tão meigos discursos, recheados de paciência e tolerância.
No meu peito trago o júbilo do teu amor que, mesmo ferido e frágil de tanto engano, apaixona-me com tão assíduas presenças, atulhadas de verdade e clareza.
As minhas mãos, a minha mente, o meu sorriso, o meu olhar e o meu peito, são guardiões de uma pluralidade que se assemelha à perfeição mas, duas índoles embebidas numa singularidade apaixonante, voluptuosa fica essa paixão tão autêntica.
Na minha mente acautelo a alegria da tua expressão que, mesmo plácida e hirta de tanta actuação, estremece-me com tão ousados gestos, cheios de amparo e acolhimento.
No meu sorriso abrigo o contentamento das tuas palavras que, mesmo poucas e diminutas de tanta comunicação, engrandecem-me com tão avultados sentimentos, apinhados de ternura e ardor.
No meu olhar acarreto a alegria da tua sabedoria que, mesmo cansada e afadigada de tanta assimilação, ensina-me com tão meigos discursos, recheados de paciência e tolerância.
No meu peito trago o júbilo do teu amor que, mesmo ferido e frágil de tanto engano, apaixona-me com tão assíduas presenças, atulhadas de verdade e clareza.
As minhas mãos, a minha mente, o meu sorriso, o meu olhar e o meu peito, são guardiões de uma pluralidade que se assemelha à perfeição mas, duas índoles embebidas numa singularidade apaixonante, voluptuosa fica essa paixão tão autêntica.
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
Empobrecida realidade
Tenho uma mão tão cheia de sonhos, repleta de fantasias e abarrotada de esperanças, pronta para mergulhá-la num futuro bastante próximo, de sorriso bastante contente. Sou feliz e feliz sempre fui e o meu trajecto de vida permite dizê-lo, mas…
Embora saiba que o mundo é visto de perspectivas desiguais, eu criei a minha visão dele mesmo, abraçado a realidades tão distintas, tão divergentes, tão diferentes, onde coabitam simultaneamente a riqueza e a pobreza, numa linha paralela onde raramente se cruzam.
A pobreza existe devido a inúmeros factores e quando ela é observada por mim, questiono-me da seguinte forma: quantas gentes ficariam felizes por terem um terço daquilo que tenho?
É uma dura visão quando avistamos a pobreza como retrato social, enegrecido e abundante capaz de atingir o outrem, como um vírus que se alastra na sociedade actual. É um fenómeno envelhecido, sempre existiu mas torna-se penoso ouvir as vozes mudas e gritantes das gentes que a sentem na pele, ver as visões cegas e nítidas que elas mesmo não querem visualizar, cheirar as fragrâncias odoríferas e perfumadas que jamais quereriam inalar e, ainda assim, torna-se penoso palpar a pobreza materializada, ouvi-la, vê-la e cheirá-la.
Os seus sonhos são tangíveis, percebem-se e sentem-se na tristeza alegre de cada olhar, na escuridão cintilante de cada sorriso e o meu, passa pela possibilidade de tornarem realidade um dos mil sonhos que guardam em seus corações.
Embora saiba que o mundo é visto de perspectivas desiguais, eu criei a minha visão dele mesmo, abraçado a realidades tão distintas, tão divergentes, tão diferentes, onde coabitam simultaneamente a riqueza e a pobreza, numa linha paralela onde raramente se cruzam.
A pobreza existe devido a inúmeros factores e quando ela é observada por mim, questiono-me da seguinte forma: quantas gentes ficariam felizes por terem um terço daquilo que tenho?
É uma dura visão quando avistamos a pobreza como retrato social, enegrecido e abundante capaz de atingir o outrem, como um vírus que se alastra na sociedade actual. É um fenómeno envelhecido, sempre existiu mas torna-se penoso ouvir as vozes mudas e gritantes das gentes que a sentem na pele, ver as visões cegas e nítidas que elas mesmo não querem visualizar, cheirar as fragrâncias odoríferas e perfumadas que jamais quereriam inalar e, ainda assim, torna-se penoso palpar a pobreza materializada, ouvi-la, vê-la e cheirá-la.
Os seus sonhos são tangíveis, percebem-se e sentem-se na tristeza alegre de cada olhar, na escuridão cintilante de cada sorriso e o meu, passa pela possibilidade de tornarem realidade um dos mil sonhos que guardam em seus corações.
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
Brusca sensação
Quando avisto o sentimento de perda que, apesar de imaturo, com o meu tão humilde olhar, incute-se no meu incansável pensar, continuadamente, mesmo sem nunca apelar à sua manifestação, mas quando pressinto que a minha visão clareada está, a perda acaba por se dissolver nas adulteradas realidades. Quando toco no sofrimento sentido por prognóstico que sempre se sobrepôs aos meus investigáveis instintos, assustadas ficam as minhas mãos de tanto vaguearem, mas quando tenho a certeza que tudo faz sentido, eles enchem-se de tão vincadas veracidades. Ao inalar os odores dos meus amedrontados medos, tudo fica aquém das fragrâncias das minhas perfumadas convicções, mas quando sei que o certo domina as minhas atitudes, aromatizado fica o meu mundo tão contíguo ao de outrem. Assombrado pela insegurança de que, eventualmente, um mero acaso possa arruinar o que de bom construí com o outrem, oiço os mais calados silêncios que chegam aos meus tão sufocantes ouvidos, pois quando sei que o bem está a ser posto em prática, destruída fica a sonoridade dessa tão sombria auscultação. Não quero pressentir que um dia os meus olhos palpem a fragrância de uma gritante perda, pois no dia em que tal aconteça, a minha presente felicidade murchada tornar-se-á.
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
Chegada surpreendente
De um momento incerto, perante a minha solidão inesperadamente avessa e desmedida, atacaste-me de surpresa, quando eu ainda de olhos cerrados estava, entretido a sonhar com a tua chegada. Com a tua presença repentina cingida no encanto da tua beleza, pensava eu que de passagem estavas mas vieste para te enroscares subtilmente na minha vida. A tua vinda surpresa fecundou o inesperado e a sua maior virtude foi o momento inédito que acarretaste contigo para me trazer uma felicidade tão cobiçável, tão admirável, tão contagiosa. Unicamente submersos numa paixão tão desconhecida, começaremos por explorar todos os recantos inexplorados, atingindo uma realização ambígua, gerindo o prazer de nos deliciarmos nessa aventura tão enternecida, tão singular, tão nossa. De mãos dadas percorreremos até os caminhos mais árduos e contíguos, num aproximado futuro, faremos com que o tempo seja exclusivamente nosso, abarcando todas as nossas peripécias, tornando-as inesquecíveis. O meu sorriso acalentado, a minha alegria peculiar e o meu amor translúcido a alguém pertence e, desvendará comigo, uma história recheada de surpresas.
sexta-feira, 25 de dezembro de 2009
Visão natalícia inalterada
Nesta modernidade tão presente, o conceito dessa quadra tão proeminente que é o Natal, em conjunto com as suas tradições envelhecidas, escasseia-se com o decorrer do tempo, desviando-se das esperanças renovadas e hábitos esquecidos, unindo todos os seres numa conspiração de amor autêntico.
É uma festividade que não só proporciona às crianças uma felicidade reluzente como também um fascínio aos mais crescidos, ansiando pela época mais cintilante e desejada de um calendário tão perceptível.
Sendo algo superior a uma mera data, nessa etapa repleta de espírito rejuvenescido, os antagónicos da negrura, das tragédias, das separações e dos dissabores cobrem uma brisa tão fulgurante fazendo chegar a cada ser um sentimento tão verídico, tão fiel.
É a época mais luminosa do ano traduzida num brilho que provém de qualquer coisa que se mova e que se debita na chama dos nossos corações. Inalam-se essências distintas, aromas característicos, presencia-se rostos cintilantes, vestígios deslumbrantes e testemunha-se um ambiente enfeitiçado, impetuoso.
As correrias das pessoas que trespassam a irrealidade para elaborarem o Natal perfeito, gere uma agitação incompreensível nos arruamentos tão pormenorizadamente decorados, pois muitas delas não param para pensar nessa celebração, pensando que a grandiosidade da mesma é a preferível, que o dispendioso é o mais relevante e que o que leva mais tempo é o que mais permanência tem.
Enquanto muitos sufocam por impaciência da demorada época, no calor humano que cada lar contém, é tão evidente a alegria que cada ser nutre, com as suas famílias aglomeradas porém outros não têm como partilhá-la pois a solidão tem desses fenómenos, destrói-nos e nessa altura tão vincada ficamos rendidos a um sofrimento gélido e solitário.
Não há Natal ideal, nós é que decidimos criar como reflexo dos nossos valores, anseios e esperanças, uma noite mágica que se abala repentinamente.
Que assim sejamos felizes para todo o sempre e que o Natal brilhe para todos!
Um Feliz Natal!
É uma festividade que não só proporciona às crianças uma felicidade reluzente como também um fascínio aos mais crescidos, ansiando pela época mais cintilante e desejada de um calendário tão perceptível.
Sendo algo superior a uma mera data, nessa etapa repleta de espírito rejuvenescido, os antagónicos da negrura, das tragédias, das separações e dos dissabores cobrem uma brisa tão fulgurante fazendo chegar a cada ser um sentimento tão verídico, tão fiel.
É a época mais luminosa do ano traduzida num brilho que provém de qualquer coisa que se mova e que se debita na chama dos nossos corações. Inalam-se essências distintas, aromas característicos, presencia-se rostos cintilantes, vestígios deslumbrantes e testemunha-se um ambiente enfeitiçado, impetuoso.
As correrias das pessoas que trespassam a irrealidade para elaborarem o Natal perfeito, gere uma agitação incompreensível nos arruamentos tão pormenorizadamente decorados, pois muitas delas não param para pensar nessa celebração, pensando que a grandiosidade da mesma é a preferível, que o dispendioso é o mais relevante e que o que leva mais tempo é o que mais permanência tem.
Enquanto muitos sufocam por impaciência da demorada época, no calor humano que cada lar contém, é tão evidente a alegria que cada ser nutre, com as suas famílias aglomeradas porém outros não têm como partilhá-la pois a solidão tem desses fenómenos, destrói-nos e nessa altura tão vincada ficamos rendidos a um sofrimento gélido e solitário.
Não há Natal ideal, nós é que decidimos criar como reflexo dos nossos valores, anseios e esperanças, uma noite mágica que se abala repentinamente.
Que assim sejamos felizes para todo o sempre e que o Natal brilhe para todos!
Um Feliz Natal!
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
Saudade pede passagem
Sinto saudade desde que te vi, sinto saudade mesmo quando estava contigo, sinto saudade desde que te abalaste, deixando-me abraçado à tua ausência. A saudade é um estado de espírito que é bom de se sentir, de se viver, implica desejarmos que o tempo regresse ou… Que passe repentinamente! Em nenhum momento a saudade fugiu da lembrança do teu rosto e eu aqui estou, ansiando pela reapresentação de cada capítulo presenciado contigo ou… De cada capítulo que o futuro nos possa propor. Não posso quantificá-la, não posso dimensioná-la, mas posso atenuá-la com o meu sorriso arrebatador, convertendo esse sentimento cansado mas irrequieto numa força imperceptível que deixaste nos meus ombros destemidos. Essa saudade atormenta mas não assusta e os meus dias apesar de tristonhos são felizes, por saber que estou tão perto do que era tão longínquo.
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
Empobrecidas mas majestosas palavras
Do inesperado momento trouxeste o esperado desejo que, tão longínquo do meu sonhar, ficou tão perto do meu crer. Acarretei diversas fantasias e por elas ansiei, tornarei uma infinita, para contigo presenciar. Tanto para proferir, tão pouco para escrever, resta-me então saborear, a alegria dessa felicidade peculiar.
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
Inócua ventura
Do meu olhar rebolou uma lágrima jovial afivelada por um fio de segredos escondidos, dispersos mas contentes. Percorreu a verdade que me impedia de marchar, escorrendo pelo manto do meu persuasivo rosto, esvaindo-se nos meus lábios, selados pelos sinais de uma prematura alegria, guardiões do meu robusto interior. Auferiu profundeza no que parecia tão aparentemente superficial, avultou-se no meio de diminutas melancolias, levando consigo os fragmentos que enegreciam os meus ilustres pensamentos. Enfadada do mal eterno que as minhas passageiras tristezas causaram, vozeou pela equidade de um inquestionável merecer, aclamando pela ausência de desacreditados desejos, agregados à mediocridade do meu pretérito tão esquecido. Rebolou deixando vincadas marcas, franzindo um futuro tão próspero, tão aproximado da minha secreta e desconhecida felicidade, aquém dos meus amedrontados e vulneráveis entendimentos.
domingo, 22 de novembro de 2009
Que refinado amparo
Num exuberante e incerto lugar, saboreio um clima requintado e extasiado, onde inalo fusões de fragrâncias adocicadas, onde os meus pés curiosos se deliciam nos pavimentos tão cheios de enternecimento encantado. Divagando pelos seus arruamentos de sonhadas fantasias, em busca de recantos intangíveis, avisto cenários atracados por enfeitiçados pitorescos, tão cintilantes, tão coloridos… Tão irreais! A luxúria de extravagantes desejos paira naquele ar tão suavemente meloso, encadeados por tão harmoniosas reticências, deixando-me perplexo de anseio, ao vislumbrar tão invulgar universo. O meu sorriso resplandecente dominado fica com tão eloquentes figurações, com tão ousadas formas e inusitados feitios, na esperança de que num semicerrar de olhos, tal sonho nunca se dissipe pelas irregularidades de um mundo tão inacabado, tão assimétrico… Tão verídico!
sábado, 14 de novembro de 2009
As minhas contrárias adversidades
A minha existência reina graças à ousadia dos meus errantes tropeços, embora me culpe do bem que não fiz.
A minha proeza impera devido à audácia dos meus fatigantes arrependimentos, apesar das falsas verdades enraizadas em verdadeiras mentiras.
A minha arte de pensar vigora a favor das minhas remediáveis lacunas, porém sinta o sabor de amargadas ocorrências.
A minha sabedoria robustece-se graças ao soltar dos meus engaiolados actos, ainda que me sinta enclausurado às opressões do meu denegrido passado.
A minha autenticidade sobrevive devido à resolução das minhas denegridas escolhas, embora insista em cair no mesmo desacerto assiduamente.
A minha pujança coexiste a favor da sobrevivência dos meus sentimentos amolgados, apesar de perdoar um cruel manuseamento do meu pensar.
A minha altivez perdura graças ao encontro de uma saída nas minhas arriscadas encruzilhadas, porém me sinta seduzido pelas aventuras do perigo.
A minha fantasia vinca-se devido à glorificação dos meus assolados sonhos, ainda que a magia do meu idealizar murchada esteja.
A minha índole permanece a favor da valentia dos meus medíocres fracassos, embora fique intimidado com os suscitados fragores.
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
Anseio desenhado
Numa tela tão puramente ingénua, esbocei as minhas ânsias atenuadas num esvaziado recanto, desenhando esquiços de acreditados sonhos. Delineei naufragadas peripécias, encalhadas histórias e afundadas narrações, perdendo-me nos meus choros contidos e rendendo-me aos meus soltos pensamentos. Ressoando as minhas arcaicas memórias, contornei a saudade do meu riso e tracei os vocábulos inflamáveis para que o proclamar de meros devaneios evocasse o meu rabiscado coração. Com o fiel pincel que nas mãos tinha, cerquei os estilhaços que no tempo se penduraram e no pulsar de uma peculiar fantasia, rasguei os escombros cingidos ao meu intrigado saber. Já nos remates finais, retoquei o meu condiscípulo fundo e na essência de mim mesmo tive o deleite de esperar pelo meu enlaçado sorriso, como presenteio de um rubro futuro.
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
Eterno desconhecimento
Não te vejo, conheço-te…
Não respiras, sinto-te…
Não falas, ouço-te…
Não te expressas, entendo-te…
Não te perfumas, cheiro-te…
Não escreves, leio-te…
Não posas, retrato-te…
Não cantas, cantarolo-te…
Não seduzes, cativo-te…
Não te ris, sorrio-te…
Não sabes, explico-te…
Não vulgarizas, valorizo-te…
Não adormeces, embalo-te…
Não encantas, admiro-te
Não existes, presencio-te!
Não existes, presencio-te!
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
Música maestro!
Perante versos deslumbrantes, a minha silhueta baila ao som de cada consonância inusitada, desenhando o compasso da minha anímica, com solicitude, com glorificação. Entre ritmos inaudíveis, o meu riso alicerçado pela unicidade, lança gargalhadas melodiosas, aprazíveis, felizes e com um toque de supremo encanto, os meus olhos plácidos e penetrantes avistam a aurora desfragmentada em partículas benevolentes. Ao som daquela musicalidade tão harmoniosa, nada é obstante ao meu desejo de querer trepidar no meu insípido intelecto, ambicionando aflorar naquela tão sublime balada, ouvindo a sua tão genuína percussão. Danço mergulhando naqueles poemas tão cheios de exactidão, de rigorosas verdades e nos cantos de cada rima, sorrio solenemente, como se o meu insensato pretérito nunca existisse.
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
Tenho medo!
Tenho medo, diversos medos incapazes de se atenuarem!
Tenho medo de ter medo! Tenho medo de temer, recear e de suspeitar algo!
Tenho medo da mediocridade humana que se vulgariza cada vez mais, da sua intolerância, da sua impaciência e da sua denegrição.
Tenho medo e diversos temores!
Temo as viragens, as mudanças, as transformações que se possam cingir nesse mundo tão trivial, tão frívolo e tão desmedido.
Temo viver harmoniosamente com os meus segredos viscerais, temo viver fascinado pelo medo e temo viver com o meu passado refém do meu presente.
Tenho temores e diversos receios!
Receio situações controversas, hesitantes e incertas, por mais que diga que sou o adverso do fracasso, do complexo e do imperfeito.
Receio viver debruçado somente nos meus ignorantes e empobrecidos sonhos, devassando as suas longínquas concretizações.
Tenho receios e dúvidas!
Sinto dúvidas acerca da imperfeição, da desigualdade e da assimetria. Tenho dúvidas em relação aos discursos frios, pérfidos e cruéis, das finalidades dos seus dissimulados remates.
Sinto dúvidas relativamente às minhas demoradas ausências, nessa existência tão dissecada, abominada e tão cinicamente devotada.
Em suma, o meu sonho é devanear pelos meus antagonizados e infindáveis medos!
domingo, 25 de outubro de 2009
Melancólica e entristecida mágoa
Hoje a tristeza é majestade e nela reina os errantes pedaços, derramados pelo meu rosto humedecido. Esvaem-se em lágrimas e como quem o seu salgado saboreia, não coaduna com esta angustiada vivência. Submergindo neste estranho acaso, os gestos enclausuraram-se às amarras da monotonia e os quebradiços sentidos restringiram-se às presas da desconfiança. A solitária solidão sozinha caminha e embebeu-se no debruçado assombro e, por mais que se queira cingir à contente felicidade, a indolência massacra este ansiado desejo. O seu sentido acabou por se apagar e o vazio acabou por se encher… De nada!
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
Destemida convicção
A minha índole contemporânea vestiu-se de manifestos enaltecidos, difundidos pelos meus gestos incrementados e despiu os acanhados controversos, regozijando os enraizados enganos. A vicissitude de me engrandecer deixou-me esperançoso e converteu-me num ser inexorável, visando o alcançado mérito e avassalando o mordaz passado. Num plural de tempos, as minhas convicções ficaram aquém do meu iludido pensamento e medraram em função dos meus comungados anseios, despedindo-se da minha ingénua audácia. O adverso das minhas dores mudas atingiram a voz cabal e na imensidão de um paraíso distante, brotou o meu lúcido expressar.
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
Estrela mestra
Outrora, numa noite magoada, delineei o choro das estrelas, esmagadas pelo sopro estranho das ventanias que as faziam zunir. Murchadas e entristecidas, dispersaram-me subitamente pelo ar, com um presente arruinado e um destino assolado, indo ao encontro de um mar tão incrivelmente apaziguado e rude, simultaneamente. Aquela luz cintilante desaparecera ao mergulharem naquela água tão obscura, os seus ledos risos escassearam-se e os seus gestos de pura formosura ficaram incutidos naquelas correntes tão balanceadas. Cansadas daquele trajecto tão assimétrico, marearam ao sabor da ondulação inquieta, desfalecendo contra o meu areal, vigorosamente, acabando por fragilizar os seus tão autenticados contornos. Do meu refúgio observara-as atentamente, vendo todo aquele penoso percurso, vendo aquele final tão desenhado mesmo antes de começar. Caminhei até junto de uma e de tão amedrontada que estava, ocultou o seu tenebroso e acanhado rosto, o seu corpo tremelicava e os seus olhos semicerram-se. Com um gesto de proeza meu, peguei nela e acarretei-a no meu bolso, até ao meu esconderijo, acabando por enrolá-la no meu caloroso lençol. Ficou contígua ao meu corpo, produzindo mutuamente o ardor que tanto precisávamos e em mim, ficou tingida de novo aquela luminosidade que tanto ambicionava.
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Tornei-me
Tornei-me no que nunca havia sido, numa imagem emoldurada, num retrato ornado e numa figuração adereçada, recolhendo apenas as partículas salutares e assimilando os fragmentos desditosos.
Tornei-me no que sou hoje, devido às adversidades que o meu pensamento anunciava, renegando os preferíveis e indulgentes progressos face à minha magoada e ferida alma.
Tornei-me numa representação ofuscante, suprimindo as verdades falseadas e espelhando o meu renovado e inovado ser.
Tornei-me numa posteridade endereçada, agregando o meu arcaico passado e cingindo o meu ingénuo presente, sustentados pelos meus anseios enigmáticos.
Tornei-me, no melhor de mim mesmo.
Tornei-me no que sou hoje, devido às adversidades que o meu pensamento anunciava, renegando os preferíveis e indulgentes progressos face à minha magoada e ferida alma.
Tornei-me numa representação ofuscante, suprimindo as verdades falseadas e espelhando o meu renovado e inovado ser.
Tornei-me numa posteridade endereçada, agregando o meu arcaico passado e cingindo o meu ingénuo presente, sustentados pelos meus anseios enigmáticos.
Tornei-me, no melhor de mim mesmo.
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
Felicidade emprestada
Retirei do meu bolso sorrisos cheios de gargalhadas joviais e alegres, cheios de vivacidade e genica e, espalhei-os pelo meu céu amanhecido, claro e límpido, desenhando toda a euforia dos meus genuínos e contentes sentimentos. Retirei do meu olhar toda aquela mágoa entristecida cheia de prantos exaltados e embravecidos, cheios de dor e tristeza e, espalhei-os pelo meu lago madrugado, cristalino e transparente, delineando todo o entusiasmo das minhas autênticas e singulares sensações. Apesar das contrariedades da vida adulterarem o meu caminho, hoje, estou feliz!
sábado, 26 de setembro de 2009
Olimpo meu
Em mim habita um recanto para os deuses, possuidores da mitologia grega, arcaica e fantasiada, abarrotadas de tão ilusórias lendas, figurações.
Zeus, rei dos deuses, dono das tormentas injustiçadas, aparece-me na penumbra dos meus pensamentos. Hera, rainha do orgulho, dona do ciúme obstinado, intervém nas minhas pegadas oscilantes. Posídon, rei dos mares, dono das ondas navegadas, orienta-me nas minhas duvidosas rotas. Atenas, rainha da guerra, dona da sabedoria ágil, colabora nas minhas incansáveis batalhas. Apolo, rei do sol, dono das superfícies cintilantes, ilumina todos os meus trajectos desconhecidos. Afrodite, rainha da beleza, dona da paixão ardente, faz de mim um amante do amor. Hermes, rei das mensagens, dono dos secretismos aliciantes, alerta-me para as decisões relegadas. Dioniso, rei da festa, dono das diversões sonhadas, purifica o meu lado festivo.
Zeus, rei dos deuses, dono das tormentas injustiçadas, aparece-me na penumbra dos meus pensamentos. Hera, rainha do orgulho, dona do ciúme obstinado, intervém nas minhas pegadas oscilantes. Posídon, rei dos mares, dono das ondas navegadas, orienta-me nas minhas duvidosas rotas. Atenas, rainha da guerra, dona da sabedoria ágil, colabora nas minhas incansáveis batalhas. Apolo, rei do sol, dono das superfícies cintilantes, ilumina todos os meus trajectos desconhecidos. Afrodite, rainha da beleza, dona da paixão ardente, faz de mim um amante do amor. Hermes, rei das mensagens, dono dos secretismos aliciantes, alerta-me para as decisões relegadas. Dioniso, rei da festa, dono das diversões sonhadas, purifica o meu lado festivo.
Roucos de tanto silenciar, de uma orla lá em cima, vigiam os grandes feitos, atenuam as grandes catástrofes; concedem sonhos lúcidos e acordados, abrandam as vigílias mais temíveis; floreiam os mais aureolados jardins, palitam quem os renega.
Quando felizes, o céu tremula, quando tristes, a tempestade flui; quando satisfeitos, o sol fuzila, quando enraivecidos, os ventos zunem; quando melodiosos, as seitas deslizam, quando monótonos, os dias apáticos ficam.
Quando felizes, o céu tremula, quando tristes, a tempestade flui; quando satisfeitos, o sol fuzila, quando enraivecidos, os ventos zunem; quando melodiosos, as seitas deslizam, quando monótonos, os dias apáticos ficam.
sábado, 19 de setembro de 2009
Estimulante sonho
A promiscuidade passou pela tua mente recatada, pensamentos repletos de amaldiçoados desejos, ofegantes e cobertos de tão acertadas convicções. Os teus olhos acarretados de famintos anseios saltitavam, rodopiavam e nada os fazia descontinuar desse entretenimento coberto de charme, pois a sua inocência converteu-se numa só vontade. Os teus lábios delineavam calor ardente, ternura apaixonante e sorriso humedecido, portavam todos aqueles secretismos acanhados que, junto do meu ouvido, faziam arrepiar todo o meu tiritante corpo. Juntos, presos, aglomerados, unidos por uma paixão irracional, nossos corpos formavam uma só singularidade, uma silhueta abarrotada de gestos sedutores mas subtis e olhares fogosos mas discretos. Um clima erótico, excitante e ardente, onde num roçar de corpos os membros escorregavam porém ficavam sempre entrelaçados, contíguos nesse amor tão almejado, tão puro. Frases quentes se trocavam pelo ar, gemidos silenciosos se pairavam em nossos ouvidos, olhares explosivos se debruçavam em nossos entendimentos, mãos húmidas se agarravam em nossos corpos despidos e contornados por uma brisa suavizada mas quente, com uma chama capaz de se abolir. Com duração infinita, perdemo-nos numa loucura eloquente, suspirada e transpirada, continuávamos com o roteiro pelos nossos físicos, percorrendo todos os caminhos inexplorados, todos os recantos desconhecidos sem que o cansaço saturado prevalecesse sobre as nossas vontades.
sábado, 12 de setembro de 2009
Oh minha natureza
Oh minha natureza! Majestosa e grandiosa, rica e poderosa, possuidora de uma sabedoria infindável, minha musa, minha fonte de inspiração. Simples e sã, nunca atraiçoas, és tu, sem dissimular factos, embora adores lançar equívocos ao ar, sem elucidação perceptivel. Portadora de reconhecimentos e feitos, arca mais sumptuosa do mundo, guardadora de secretismos e riquezas, esbanjas frescura e melodias pelas tuas infinitas e doces brisas. Rainha mais clássica de toda a história, mãe de todas as espécies animalescas, és a protagonista de todas as fábulas e contos, dona de montes e vales, riachos e ribeiras, árvores e plantas. Deusa harmoniosa, pintura mais bela de todas as artes, retratas o som que as tuas ventanias emitem ao diversificar estações, ao mudar cenários e ao alterar cores. Inovadora e decidida, perfeita e libertina, misteriosa e surpresa, estás sempre em sucessão de mudanças aprazíveis e gentis, não fazes barulhos e não percebo os teus progressos. Oh minha natureza! Em ti me deixo embeber, deleitando-me nas tuas místicas capacidades e genuínas faculdades. Em ti me revejo, em ti habito, em ti adormeço, delirando com as tuas valiosas revelações.
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
Palavras tingidas
As palavras dispersam-se. São levadas pelos ventos ferozes e brisas mitigadas, pelas marés buliçosas e ondas aquietadas. As palavras esvoaçam. Partem sem nunca avistar o seu retorno, indo-se em prodigiosas embarcações, sem nunca desenhar o seu rumo. As palavras ouvem-se. Mesmo sem serem pronunciadas, os ruídos hiperbolizados de cada uma escutam-se nos mais calados lugares. As palavras aquecem. Acalentam os mais resfriados medos e amansam os mais fantasmagóricos pretéritos, nunca anunciando o seu desfecho. As palavras magoam. Ferem com as suas castigadas vontades e amaldiçoadas verdades, debruçando-se nas mais fragilizadas almas. As palavras sorriem. Brilham sobre rostos contentes e sorrisos emoldurados, mesmo que sejam o compasso de um pranto apaziguado. As palavras murmuram. Suspiram as tão acertadas e incertas vozes, desejando a verdade que embora longínqua, ambicionam a sua vincada presença. As palavras lembram. Recordam os mais inesquecíveis feitos, apontando as mais rudes lembranças. As palavras sentem-se. Sensibilizam os mais tremidos apaixonados e comovem os mais renhidos enamorados, oferecendo a possibilidade para a mágoa e a amargura ficarem suspendidas nas adormecidas ilusões. As palavras cheiram. Perfumam os mais repugnados vocábulos e pulverizam os mais aromáticos termos, contagiando frases odoríferas.
terça-feira, 18 de agosto de 2009
O primeiro de muitos?

A alegria que sinto é indiscritivelmente explosiva!
Consegui! Sozinho consegui!
A concretização pessoal foi alcançada e será partilhada com os demais seres que se possam, eventualmente, interessar.
É um sonho meu, foi árduo o caminho para chegar até ele mas cheguei! Encontrei-o!
Acreditei nas minhas capacidades, quer sejam elas boas ou não, quer sejam elas valiosas ou não, mas são minhas e como sabe tão bem vê-las, observá-las, palpá-las.
Ouvi isso e aquilo, dei ouvidos somente à minha mente! Levei em diante o que sempre quis e consegui! Os meu dedinhos, os meus grandes companheiros nas viagens pelo papel, os meu amigos que nunca se cansaram, divagaram, deambularam e tornaram-se obedientes. Partilhar 88 capítulos que me dizem respeito, faz-me amedrontar, pois sou um mísero novato no ramo, mas cá estou eu, pronto para receber opiniões, sugestões e críticas, desde que a ofença não seja a primordial arma da intenção de outrem.
terça-feira, 11 de agosto de 2009
Tremida desilusão
A desilusão pesa nos meus ombros, carrego-a todos os dias, cometida por infinitas gentes, gentes que jamais pensaria que algum dia pudesse vir a carregar com os seus intermináveis actos apetrechados de desencantos.
Pensei e deambulei até aos pontos de enlouquecer para tentar perceber se realmente o sucedido desventurado partia de mim, da minha empobrecida e inconsciente alma. Esperneei, mordi os lábios e coloquei a minha mente em constante movimento e não obtive sucesso.
Deixei-me zangar, deixei-me amargurar, deixei-me levar porque na realidade, são essas as diversas funções de um bom amigo, um bom camarada ou um bom companheiro, pois a frieza amolecida, a dedicação prematura e a verdade endurecida são os mais puros constituintes que eles possuem.
Não estou à espera que gostem de mim desesperadamente, não estou à espera que me achem o mais belo de todos e não estou à espera que seja rememorado nas suas mentes, mas honestamente, estou sim à espera que me olhem como sou e não como querem ver, estou sim à espera que apreciem as vitórias alcançadas e não como as nunca alcancei, estou sim à espera que me gostem por aquilo que hoje sou e não como nunca fui e estou sim à espera que atenuem os meus defeitos e não como nunca acentuassem as minhas virtudes.
Sou eu, pedindo por empenhamento dedicado pois um bom amigo nunca poderá ser extinto e igualável e, o silêncio prevalece sempre sobre uma amizade fascinada, acabando por aniquilá-la aos poucos.
Pensei e deambulei até aos pontos de enlouquecer para tentar perceber se realmente o sucedido desventurado partia de mim, da minha empobrecida e inconsciente alma. Esperneei, mordi os lábios e coloquei a minha mente em constante movimento e não obtive sucesso.
Deixei-me zangar, deixei-me amargurar, deixei-me levar porque na realidade, são essas as diversas funções de um bom amigo, um bom camarada ou um bom companheiro, pois a frieza amolecida, a dedicação prematura e a verdade endurecida são os mais puros constituintes que eles possuem.
Não estou à espera que gostem de mim desesperadamente, não estou à espera que me achem o mais belo de todos e não estou à espera que seja rememorado nas suas mentes, mas honestamente, estou sim à espera que me olhem como sou e não como querem ver, estou sim à espera que apreciem as vitórias alcançadas e não como as nunca alcancei, estou sim à espera que me gostem por aquilo que hoje sou e não como nunca fui e estou sim à espera que atenuem os meus defeitos e não como nunca acentuassem as minhas virtudes.
Sou eu, pedindo por empenhamento dedicado pois um bom amigo nunca poderá ser extinto e igualável e, o silêncio prevalece sempre sobre uma amizade fascinada, acabando por aniquilá-la aos poucos.
terça-feira, 28 de julho de 2009
Mar astucioso
Oh mar, sentado estou eu de frente para ti, a observar-te visceralmente, apreciando todos os teus amovíveis, jorrados, corpulentos e sorridentes choros. Até a mim, envolto do teu borbulhar, trazes todas as palavras ocultas e inacessíveis, dispersas pelas tuas águas engrandecidas.
Oh águas, salgadas e arrefecidas, esverdeadas e azuladas, transparentes e cristalinas, carregas contigo todos os desejos vertidos, voluptuosos e densos, na ânsia de serem ouvidos no mar alto, desejando que o antagónico não seja trazido na desfalecida e serena maresia.
Oh maresia, espumante e esbranquiçada, irrequieta e excitada, ténue e delicada, presencias todos os acarretados sonhos, abarrotados de iludidas veracidades, desejando que sejam retratados conforme te pediram e tu, como certa e autêntica que és, trá-los diluindo-os na ensopada e fresca areia.
Oh areia, prateada e dourada, elegante e espessa, sossegada e plácida, guardiã das mais profundas fantasias, suportas todos os segredos que o mar omite, acartas com as mais pesadas marés e em ti, tudo te assenta, tudo te molda e tudo te enterra, mesmo que as embravecidas ondas te desrespeitem.
Oh ondas, balanceadas e osciladas, brandas e perturbantes, avultadas e exíguas, nada te faz amedrontar, fazes naufragar e fazes encalhar, fazes boiar e fazes flutuar, fazes ondular e fazes serpentear e mesmo assim, nada te impede de actuar, mesmo contra as tuas vontades, deixas para trás os dissabores das embebidas lembranças e trazes contigo o sabor das mergulhadas vivências.
sábado, 25 de julho de 2009
Aflições pontapeadas
Levaste o que de pérfido tinha…
Os meus tormentos perdidos nos demais desencontrados encantos, aqueles que faziam estremecer toda a minha espiritual anatomia;
Os meus silêncios dispersos pelos gritantes vozeamentos, aqueles que faziam estrondear toda a minha mística alma;
Os meus choros espalhados pelos errantes sucedimentos, aqueles que faziam amedrontar toda a minha genuína idealidade;
Os meus pesadelos encalhados nas demais iludidas maresias, aqueles que faziam espantar todo o meu adormecido subconsciente;
Os meus suplícios esbarrados nos demais concedidos céus, aqueles que faziam pasmar toda a minha atrevida curiosidade;
As minhas complexidades diluídas pelas amarguradas tempestades, aquelas que faziam assombrar o meu escurecido pretérito;
As minhas tristezas dissolvidas pelas derrubadas palavras, aquelas que faziam apavorar toda a minha enriquecida imaginação;
E, o peso da minha cadenciada consciência… Foi-se, até ela foi de mão dada contigo, sem hesitar
Obrigado!
Obrigado por teres posto o meu sorriso novamente em constante movimento!
Os meus tormentos perdidos nos demais desencontrados encantos, aqueles que faziam estremecer toda a minha espiritual anatomia;
Os meus silêncios dispersos pelos gritantes vozeamentos, aqueles que faziam estrondear toda a minha mística alma;
Os meus choros espalhados pelos errantes sucedimentos, aqueles que faziam amedrontar toda a minha genuína idealidade;
Os meus pesadelos encalhados nas demais iludidas maresias, aqueles que faziam espantar todo o meu adormecido subconsciente;
Os meus suplícios esbarrados nos demais concedidos céus, aqueles que faziam pasmar toda a minha atrevida curiosidade;
As minhas complexidades diluídas pelas amarguradas tempestades, aquelas que faziam assombrar o meu escurecido pretérito;
As minhas tristezas dissolvidas pelas derrubadas palavras, aquelas que faziam apavorar toda a minha enriquecida imaginação;
E, o peso da minha cadenciada consciência… Foi-se, até ela foi de mão dada contigo, sem hesitar
Obrigado!
Obrigado por teres posto o meu sorriso novamente em constante movimento!
terça-feira, 21 de julho de 2009
As mãos sábias
As mãos…
As minhas mãos…
As mãos que contemplam os mais envolventes carinhos, apreciando a modéstia de cada terna afeição.
As mãos que desenham as mais genuínas sensibilidades, delineando o esboço de cada autêntica susceptibilidade.
As mãos que tecem os mais consoláveis sonhos, bordando o aconchego de cada ímpar imaginação,
As mãos que moldam as mais silenciosas preces, ajustando o som de cada lamentável súplica.
As mãos que agarram os mais dignificados gestos, segurando o teor de cada engrandecida atitude.
As mãos que acolhem as mais erguidas felicidades, albergando a natureza de cada luminoso júbilo.
As mãos que constroem os mais acalentados risos, arquitectando o desenho de cada expansiva gargalhada.
As mãos que estabelecem os mais alheios limites, celebrando as normas de cada abstracto término.
As mãos que escrevem os mais agasalhados verbos, ortografando as letras de cada embrulhada palavra.
As mãos que oferecem as mais saudosas seguranças, presenteando o enternecimento de cada nostálgica certificação.
As mãos que ferem as mais acariciadas ilusões, castigando a imprecação de cada amaldiçoado engano.
As mãos que suportam os mais humedecidos choros, sustentando a tristeza de cada amargurada lágrima.
As mãos que reflectem os mais singulares amores, espelhando o significado de cada peculiar querença.
As mãos que sinalizam as mais suaves vontades, indicando o caminho de cada deleitoso desejo.
As mãos que transmitem as mais deliciadas perturbações, noticiando o adverso de cada aprazida atarantação.
As mãos…
As minhas mãos…
As mãos de um simples velejador que o que mais admira no mundo, é a sua deliberação em divagar com elas, porém assustadas de enfrentar as mais atrozes veracidades.
As minhas mãos…
As mãos que contemplam os mais envolventes carinhos, apreciando a modéstia de cada terna afeição.
As mãos que desenham as mais genuínas sensibilidades, delineando o esboço de cada autêntica susceptibilidade.
As mãos que tecem os mais consoláveis sonhos, bordando o aconchego de cada ímpar imaginação,
As mãos que moldam as mais silenciosas preces, ajustando o som de cada lamentável súplica.
As mãos que agarram os mais dignificados gestos, segurando o teor de cada engrandecida atitude.
As mãos que acolhem as mais erguidas felicidades, albergando a natureza de cada luminoso júbilo.
As mãos que constroem os mais acalentados risos, arquitectando o desenho de cada expansiva gargalhada.
As mãos que estabelecem os mais alheios limites, celebrando as normas de cada abstracto término.
As mãos que escrevem os mais agasalhados verbos, ortografando as letras de cada embrulhada palavra.
As mãos que oferecem as mais saudosas seguranças, presenteando o enternecimento de cada nostálgica certificação.
As mãos que ferem as mais acariciadas ilusões, castigando a imprecação de cada amaldiçoado engano.
As mãos que suportam os mais humedecidos choros, sustentando a tristeza de cada amargurada lágrima.
As mãos que reflectem os mais singulares amores, espelhando o significado de cada peculiar querença.
As mãos que sinalizam as mais suaves vontades, indicando o caminho de cada deleitoso desejo.
As mãos que transmitem as mais deliciadas perturbações, noticiando o adverso de cada aprazida atarantação.
As mãos…
As minhas mãos…
As mãos de um simples velejador que o que mais admira no mundo, é a sua deliberação em divagar com elas, porém assustadas de enfrentar as mais atrozes veracidades.
sexta-feira, 17 de julho de 2009
Estruturado por sonhos
De olhar cerrado vejo os meus sonhos atados ao meu entendimento, debruçados nos meus desejos e incisos no meu querer. Cheios de infinitos enternecimentos, cheios de fulgores momentos e cheios de eternos contentamentos, prometem hilaridade devaneada, pois para alcançá-los é preciso sorrir sem nunca repudiá-los. Sem nunca se esvaírem, viajam sempre ao encontro dos meus fantasiosos delírios, declamando pela inócua alegria e ingénua paixão que residem neles. Assediados pela minha sedutora mente, descortinam de bem longe as mais vastas visões envoltas em brisas místicas, afastando as minhas emaranhadas penumbras porque são elas que pairam assiduamente na minha alma e transtornam o meu modo de peregrinar. Revestidos por exaustiva ansiedade, renegam a passagem aos motivos vazios, aflitivos e nocivos e, assim, o desencanto das avessas ilusões nunca chegam a povoar na minha tão desgostosa realidade.
quarta-feira, 1 de julho de 2009
Destemidos olhos
Quimeras minhas, reféns dos meus tão encantadores sentidos, as mais sumptuosas dos meus tão inquietantes pensamentos porém longe dos meus tão admiráveis olhos.
Esses, vigilantes e curiosos, são eles o adverso do estático, sempre em busca da vivacidade abstracta indo para além do que é imóvel, ganhando coragem para se penetrarem nas mais alheias visões.
Esses, incansáveis e eloquentes, até sorriem de tanto vaguearem pelas mais díspares irrealidades, assimilando o teor dos tão complexos sonhos, cobertos de tão puras veracidades.
Esses, límpidos e genuínos, saltitam nos anseios de quererem nunca acordar, desejando continuar a flutuar no que é fictício, naquilo que a minha mente exprime com o intuito de idealizar as tão surreais reproduções.
Esses, persistentes e lutadores, afastam a tão triste melancolia e a tão amargurada monotonia, desprezando o que é enfadonho e acercando o antagónico das mais fastidiosas realidades e das tão desbotadas ilusões.
Esses, apaixonantes e afáveis, devaneiam na surdez de um acontecimento mas jamais contemplam o rumor do tão fingido mundo, arredando as tão enganosas imagens.
Embora esses se cerrem e emurchecem, a mente ganha robustez acabando por se conectar e viaja instintivamente pelo tão dissimulado mundo, visualizando os mais fantasiados desejosos tornados realidade mesmo que apenas o escuro avistem.
Esses, vigilantes e curiosos, são eles o adverso do estático, sempre em busca da vivacidade abstracta indo para além do que é imóvel, ganhando coragem para se penetrarem nas mais alheias visões.
Esses, incansáveis e eloquentes, até sorriem de tanto vaguearem pelas mais díspares irrealidades, assimilando o teor dos tão complexos sonhos, cobertos de tão puras veracidades.
Esses, límpidos e genuínos, saltitam nos anseios de quererem nunca acordar, desejando continuar a flutuar no que é fictício, naquilo que a minha mente exprime com o intuito de idealizar as tão surreais reproduções.
Esses, persistentes e lutadores, afastam a tão triste melancolia e a tão amargurada monotonia, desprezando o que é enfadonho e acercando o antagónico das mais fastidiosas realidades e das tão desbotadas ilusões.
Esses, apaixonantes e afáveis, devaneiam na surdez de um acontecimento mas jamais contemplam o rumor do tão fingido mundo, arredando as tão enganosas imagens.
Embora esses se cerrem e emurchecem, a mente ganha robustez acabando por se conectar e viaja instintivamente pelo tão dissimulado mundo, visualizando os mais fantasiados desejosos tornados realidade mesmo que apenas o escuro avistem.
quinta-feira, 18 de junho de 2009
Num avizinhado destino
Cerro o meu olhar por momentos súbitos e sem balbuciar e, colidir com os meus áridos pesadelos, debuxarei o meu próprio retrato tão contente, desenharei os meus feitos tão inspirados, projectarei as minhas fragrâncias tão profundas e traçarei as minhas brisas tão sibiladas.
Tentarei ser trovador ao devanear pelo meu areal, perto da maresia tão angelical e do céu guardador de imensas histórias ardentes, fantasias incendiadas e contos abraseados, fazendo versejar cada desejo, cada essência, cada sonho.
Os silêncios mudos que serão sentidos com o meu olhar, abarcarão toda a natureza dos meus sentidos e contemplarão todo o meu mecanismo rumoroso e enterrado na minha areia dourada e quando o desenterrarei, avistarei o meu rosto a sorrir naquele oásis tão ansiado.
O meu sol esborratará todos os meus desconhecidos sonhos e fará desabrochar todos os meus recantos invulgares, arrepiando a minha condolente alma, autenticada por uma nuance de trilhos incontornáveis, confundíveis e cerrados à minha personalidade.
Quererei a minha vida cheia de cor, intensificando, redobrando e avivando o meu mundo petiz repleto de risos elogiados, gargalhadas aplaudidas e sorrisos louvados, fazendo da imaginação a minha realidade.
Tentarei ser trovador ao devanear pelo meu areal, perto da maresia tão angelical e do céu guardador de imensas histórias ardentes, fantasias incendiadas e contos abraseados, fazendo versejar cada desejo, cada essência, cada sonho.
Os silêncios mudos que serão sentidos com o meu olhar, abarcarão toda a natureza dos meus sentidos e contemplarão todo o meu mecanismo rumoroso e enterrado na minha areia dourada e quando o desenterrarei, avistarei o meu rosto a sorrir naquele oásis tão ansiado.
O meu sol esborratará todos os meus desconhecidos sonhos e fará desabrochar todos os meus recantos invulgares, arrepiando a minha condolente alma, autenticada por uma nuance de trilhos incontornáveis, confundíveis e cerrados à minha personalidade.
Quererei a minha vida cheia de cor, intensificando, redobrando e avivando o meu mundo petiz repleto de risos elogiados, gargalhadas aplaudidas e sorrisos louvados, fazendo da imaginação a minha realidade.
sexta-feira, 12 de junho de 2009
Lábios meus
Lábios meus, cerrados e enclausurados ao recear pelas palavras a proferir, inundados de posturas inopinadas e reflexões inesquecíveis. Lábios meus, tenebrosos e aprisionados, guardadores de verdades prevalecidas, que receiam clamar pela inocência das complexidades da vida. Lábios meus, silenciosos e isolados que estremecem ao avistarem a mentira acanhada, abastecidos por sonhos escassos e caminhos riscados. Lábios meus, apaixonantes e voluptuosos ao descobrir a sensualidade dos beijos deleitosos e do calor de cada aconchego. Lábios meus, afáveis e risonhos ao habitar no contraste de lágrimas brotadas, invadidos pela linguagem anelada de profundas memórias. Lábios meus, harmoniosos e fantasiosos ao recear pela beleza sedutora, regados pelo mel que se alastra na sua cor tão rosada. Lábios meus, enaltecidos e soberbos ao bramar pelos intrusos traços, cercados de inspirados sabores e caminhados por língua preguiçosa. Lábios meus, merecidos e rendidos, capturando fascínios consagrados, fabricados pelo calor incendiado e aferrados por viagens ensandecidas. Lábios meus, entorpecidos e amedrontados ao temer o adormecido universo, robustecidos por contrários odiosos e aspirantes sofredores. Lábios meus, espirituais e intensos, encaminhados pelos cavados delineamentos e guarnecidos pelas puras glórias, vertendo fracassadas paixões.
sexta-feira, 5 de junho de 2009
Coração ruidoso
Bate bate sem parar, nunca cessa e nunca se ausenta. Bate bate como louco, nunca descansa e nunca se abala. Bate bate sem repousar, nunca omite e nunca se comanda. Bate bate e… Era uma vez um coração endurecido e medonho, refém de uma doce prisão, gélida e grisalha, de tanta desiludida paixão. Prisioneiro de uma batalha sem fim, ilude-se com tanto ódio rancoroso, de acesso interdito, envidraçado e saturado que se abolirá com tantos destruídos sonhos. Viaja viaja sem destino, perde-se mas nunca cogita. Viaja viaja sem propósito, desnorteia-se mas nunca acalenta. Viaja viaja sem desígnio, padece mas nunca falece. Viaja viaja e… Era uma vez um coração destruído e fustigado, mas nunca desistindo, bate bate, viaja viaja e sem nunca se renunciar, sorri e brilha, desejando viver por mais e mais, voando e voando, à espera de uma célere aterragem atenuada, pousando de um jeito deleitoso no pilar da gloriosa honra, clamando os mais grandiosos vocábulos sem nunca tropeçar nas palavras a proferir.
domingo, 24 de maio de 2009
Sabedoria inexplicadamente explorada
Há quem seja prisioneiro do subjectivismo e isso torna-se numa grande sanção, numa grande desventurada dolência. Mas ainda assim, há quem seja capaz de se libertar dele e isso, quando acontece mesmo por abreviados instantes, é uma conquista para a felicidade, embora traduzida numa fonte indecifrável de conceitos inexplorados.
Há quem seja sábio, íntegro e imparcial, procurando sustentar a amargura com decência e dignidade. Mas ainda assim, há quem tome outros rumos, fazendo com que a sabedoria se escasseie e fique diminutamente abolida, proporcionando um certo descomedimento alucinado de anseios.
Há quem seja fortalecido pela desdita mas em tempos vindouros, aprenderá a apreciar com maior felicidade todos os seus coitados momentos. Mas ainda assim, há quem se vitimize por ser um ser constantemente amparado pela adversidade, pela tragédia, entrelaçando os braços.
Há quem profira que a ventura saboreada é rigorosa, requerendo inteligência afiada, trabalho árduo, energia incomparável e empenho dedicado e com esses requisitos, poderão fazer história e assinalar comparência nesse mundo audaz. Mas ainda assim, há quem não a procure activamente, ficando indiferentemente à espera que um prodígio se incida no outrem. No entanto, há quem chegue primordialmente e se debita antes da sabedoria se tornar aliciante, a entristecida melancolia.
Há quem não consiga definir a sabedoria singela, esse bem tão apetecível mas pode-se falar sobre ela, alegando discrepantes ópticas pelas quais pode ser vista, abordada e entendida. Mas ainda assim, há quem não lute para obtê-la dizendo que a perícia saboreada não é nada mais nada menos que um mero fruto dos seres inteligentes, que somente é contagiada pelos mais fortes e que é uma riqueza que se não quer apoderar dos pobres.
Há quem seja sábio, íntegro e imparcial, procurando sustentar a amargura com decência e dignidade. Mas ainda assim, há quem tome outros rumos, fazendo com que a sabedoria se escasseie e fique diminutamente abolida, proporcionando um certo descomedimento alucinado de anseios.
Há quem seja fortalecido pela desdita mas em tempos vindouros, aprenderá a apreciar com maior felicidade todos os seus coitados momentos. Mas ainda assim, há quem se vitimize por ser um ser constantemente amparado pela adversidade, pela tragédia, entrelaçando os braços.
Há quem profira que a ventura saboreada é rigorosa, requerendo inteligência afiada, trabalho árduo, energia incomparável e empenho dedicado e com esses requisitos, poderão fazer história e assinalar comparência nesse mundo audaz. Mas ainda assim, há quem não a procure activamente, ficando indiferentemente à espera que um prodígio se incida no outrem. No entanto, há quem chegue primordialmente e se debita antes da sabedoria se tornar aliciante, a entristecida melancolia.
Há quem não consiga definir a sabedoria singela, esse bem tão apetecível mas pode-se falar sobre ela, alegando discrepantes ópticas pelas quais pode ser vista, abordada e entendida. Mas ainda assim, há quem não lute para obtê-la dizendo que a perícia saboreada não é nada mais nada menos que um mero fruto dos seres inteligentes, que somente é contagiada pelos mais fortes e que é uma riqueza que se não quer apoderar dos pobres.
domingo, 17 de maio de 2009
Enfatizado sorriso
Finalmente varri as minhas lágrimas jorradas e ascendeu-se o meu sorriso fogoso, querendo sorrir por um mundo só e continuar a fazer-me reluzir sobre todos os obstáculos mais enevoados.
Chorava a rir, simulando uma fantasia contente e ao espelho via o meu fracasso mas tudo mudou, agora posso emoldurar o meu riso e contagiá-lo com os demais seres que me rodeiam.
Até o sorriso mais escurecido brilha na minha noite de luar, perdura nos meus pesadelos aprazíveis e nos meus sonhos indecorosos, deixando as suas marcas em forma de queimaduras atenuadas.
Até as minhas suspeitas multiplicadas são guarnecidas pelo meu empobrecido júbilo, soltando risos melodiosos, diluindo-se em gargalhadas risonhas e é aí que tento levá-los comigo, na minha mão, para o oferecer a quem lacrimeja gotas suplicantes, repletas de anseios sorridentes.
Chegou a hora de reiniciar os meus choros sorridentes, o meu tão enfatizado sorriso, que se avulta nesse presente tão autenticado.
Chorava a rir, simulando uma fantasia contente e ao espelho via o meu fracasso mas tudo mudou, agora posso emoldurar o meu riso e contagiá-lo com os demais seres que me rodeiam.
Até o sorriso mais escurecido brilha na minha noite de luar, perdura nos meus pesadelos aprazíveis e nos meus sonhos indecorosos, deixando as suas marcas em forma de queimaduras atenuadas.
Até as minhas suspeitas multiplicadas são guarnecidas pelo meu empobrecido júbilo, soltando risos melodiosos, diluindo-se em gargalhadas risonhas e é aí que tento levá-los comigo, na minha mão, para o oferecer a quem lacrimeja gotas suplicantes, repletas de anseios sorridentes.
Chegou a hora de reiniciar os meus choros sorridentes, o meu tão enfatizado sorriso, que se avulta nesse presente tão autenticado.
sábado, 18 de abril de 2009
Soluçando memórias
Aquelas designações repletas de conclusões ambíguas, fez de mim um ser incrivelmente singular e curioso, apto a atingir os mais inatingíveis recantos. Reverenciando trespassar aquilo que era coibido, transformava-se numa adrenalina perigosa mas neutral aos meus olhos, o que fez de mim um ser ávido, que procura aclarar o sentido das coisas, com testemunhos palpáveis, por mais obstantes que simulem ser. Aquelas elucidações infundadas após aquelas situações nefastas para me confortar, nunca me foram satisfazíveis e era por esse descontentamento que procurava saber mais e mais, o mecanismo da vida adulta, os atalhos árduos das pessoas para tentarem explicar o que realmente era simples e foi isso que fez de mim um ser insurgido, capaz de revolucionar os ideais, os costumes e as tradições. Aqueles devaneios que o meu entendimento percorria após uma perda, um dano, um estrago presidiram sempre naqueles momentos hipoteticamente superáveis e era imputado por não ter sabido lidar com aquele ápice, mas sendo competente ao dirimi-lo, fez de mim um ser análogo, similar ao espelho do meu intelecto. Aquele gosto pela complexidade nunca se escasseou, até diluiu-se na minha vida presentemente temporã, mesmo quando até sou a simplicidade em forma de uma folha branca, coberta de nada e de tudo.
De uma forma muito sucinta, mergulhando nessas memórias vivazes, faz de mim um ser complexo? Sei que é nelas que vou buscar o aconchego atenuado para citar os meus mais aprazíveis gestos, puramente genuínos, para engrenar nesse mundo atroz.
domingo, 8 de fevereiro de 2009
Uma tão precária omnisciência
A minha grande ilusória realidade é edificada por uma infinidade repleta de partículas autênticas, verídicas, tão inundadas de transparência. Os sonhos trespassaram-me e voaram libertinamente para um destino tão desnorteado, tão incerto. Levaram consigo o meu tão amedrontado riso, o meu tão crédulo olhar, o meu tão recatado toque, as minhas tão aprazíveis palavras, o meu tão ofegante fôlego e a chave do meu tão enclausurado entendimento. Levaram-me tudo o que a mim me pertence, levaram-me a mim, a omnisciência do meu sujeito tão autenticado. As minhas capacidades que a mim são inatas, os meus pensamentos desfragmentados, os meus anelos desejados, as minhas certezas delineadas e as minhas memórias vivazes, levaram-me o desenho de mim que fica muito aquém do seu alcance. Furto? Roubo? Preciso do que é meu, necessito que os meus sonhos voltem sem se se escassearem, numa simples viagem até mim, desconhecendo a sua origem emblemática. Careço a vossa comparência, para revestirem o molde do meu corporal físico. Não consigo viver com a vossa tão fingida ausência… Regressem…
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
Sei... Quero!
Presentemente, sou o que sou devido àquilo que nunca fui capaz de ser no meu pretérito tão olvidado... Sei o que não quero para mim. Sei o que não quero sentir, o que não quero possuir para que me possa danificar... Sei o que não quero proferir, o que não quero avistar, o que não quero desenhar e edificar... Sei que não quero sofrer mais. Sei! Finalmente sei o que quero! Quero ser o impensável, o que jamais cogitei ser! Quero! Quero ficar na ânsia de poder fantasiar e sonhar... Divagar e entreter-me no meu entendimento, ser o que nunca fui! Sei e quero! Sei que quero partir em inúmeras embarcações... Sei que não quero naufragar! Quero acarretar comigo todas as minhas virtudes e feitios, quero abarcar todos os meus anseios num só desejo! Sei! Sei do que falo, sei que não me quero amargurar naquela tão entardecida peripécia! Quero ser eu! Quero flutuar no meu âmago, fazer do infinito algo palpável, sobrevoar céus inatingíveis! Sei e quero! Quero deixar de subtrair e dar lugar à soma dos meus sonhos repletos de veracidade, ser a minha própria sombra que me acompanha sem me entristecer! Ser aquele reflexo tão fiel e tão nítido... Sei e quero! Sei que me quero invadir no meu espírito neste tempo tão amaldiçoado! Sei... Quero!
terça-feira, 27 de janeiro de 2009
Fastidioso
Estou cansado de ser o que não sou somente para deliciar os que me rodeiam. Saturado de desvendar o meu sorriso quando tenho a necessidade de choramingar até fazer emurchecer as lágrimas para que não invadam o meu rosto. Farto de sentir o que eu realmente não sinto, fingindo apenas para agradar o outrem. Enfadado de proferir aquelas palavras tão sinceras e certas repletas de dúvidas, incertezas e desacreditadas, massacradas por conveniência. Aborrecido de tanto tentar granjear a minha alma e sentimentos para alcançar o respeito de todos e tornar-me numa pessoa. Sinto-me afadigado de tanto aprender a articular o que realmente não está bem e tornar essa aprendizagem numa mais-valia. Estou cansado de procurar a melhor perspectiva de um cenário tão denegrido. Saturado de repisar as minhas feridas mentalmente vezes sem conta. Farto de me focalizar unicamente nos meus sentimentos amolgados. Enfadado de recalcar no meu desânimo acabando por me submergir na minha própria arrogância. Aborrecido de sentir aquelas dores no corpo que desconhecia da sua existência. Quero passar a acreditar nas pessoas, nas suas atitudes e gestos gentis, apreciar o seu conteúdo e não a sua aparência, quero finalmente converter o pior desfecho no melhor começo e alterar a pluralidade numa grande singularidade mas estou afadigado.
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